Mercado não registrou novas negociações após derrubada do veto que reduz a tributação dos ativos criados pelo RenovaBio
A primeira quinzena de agosto trouxe duas novidades para o mercado de créditos de descarbonização (CBios) criado pelo programa RenovaBio. A primeira delas foi o primeiro registro de aposentadoria dos títulos. Segundo números divulgados pela B3 – responsável pelo acompanhamento deste mercado –, um total de 18 CBios não está mais em circulação desde 3 de agosto. Até o momento, esta foi a única aposentadoria registrada.
Alguns dias depois, o Congresso Federal derrubou um veto do presidente Jair Bolsonaro que impedia uma taxação reduzida, de 15%, sobre os créditos. A votação foi realizada na tarde da última quarta-feira (12) e, desde então, a B3 não comunicou novas negociações dos títulos.
Até o momento, também segundo a bolsa, aproximadamente 5,33 milhões de CBios já foram emitidos pelas usinas produtoras de biocombustíveis. Caso o Ministério de Minas e Energia (MME) adote a meta de 14,53 milhões de títulos para o ano de 2020, o atual número de títulos seria suficiente para o cumprimento de 36,7% da meta.
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A primeira quinzena de agosto trouxe duas novidades para o mercado de créditos de descarbonização (CBios) criado pelo programa RenovaBio. A primeira delas foi o primeiro registro de aposentadoria dos títulos. Segundo números divulgados pela B3 – responsável pelo acompanhamento deste mercado –, um total de 18 CBios não está mais em circulação desde 3 de agosto. Até o momento, esta foi a única aposentadoria registrada.
Alguns dias depois, o Congresso Federal derrubou um veto do presidente Jair Bolsonaro que impedia uma taxação reduzida, de 15%, sobre os créditos. A votação foi realizada na tarde da última quarta-feira (12) e, desde então, a B3 não comunicou novas negociações dos títulos.
Até o momento, também segundo a bolsa, aproximadamente 5,33 milhões de CBios já foram emitidos pelas usinas produtoras de biocombustíveis. Caso o Ministério de Minas e Energia (MME) adote a meta de 14,53 milhões de títulos para o ano de 2020, o atual número de títulos seria suficiente para o cumprimento de 36,7% da meta.
Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), até 5 de agosto, as usinas já haviam apresentado notas fiscais de venda suficientes para a geração de 6,43 milhões de créditos. Desta forma, 1,1 milhão de CBios podem ser disponibilizados nos próximos dias.
A princípio, a obrigação de compra imposta às distribuidoras de combustíveis em 2020 seria de 28,7 milhões de CBios. A redução no consumo de combustíveis, provocada pela pandemia de coronavírus, porém, afetou o mercado e levou o governo a reconsiderar as metas para os próximos anos.
Por ora, as distribuidoras já adquiriram 94 mil títulos. O valor é equivalente a 0,6% da nova meta proposta, 14,53 milhões de créditos. Por sua vez, investidores não obrigados pelo RenovaBio – que podem optar por aposentar os títulos ou recolocá-los no mercado – compraram 39,57 mil CBios.
Ainda que o número de CBios em posse de distribuidoras e investidores some 133,57 mil, os dados apresentados pela B3 apontam que em torno de 252,43 mil créditos já foram negociados. De acordo com a entidade, desde que a primeira negociação foi notificada, em 15 de junho, o preço médio dos títulos foi de R$ 19,91.
Especificamente na primeira quinzena de agosto, o menor valor registrado foi R$ 19,00, enquanto o mais alto foi R$ 22,00, chegando a um preço médio de R$ 20,04 por CBio, mais alto que o observado nos meses anteriores. Ao longo de todo o período, o preço dos CBios variou de R$ 15,00 a R$ 51,00.
Renata Bossle – NovaCana