"O velho ditado de que não há duas safra iguais no Brasil continua a imperar no setor: mais uma safra, e novos fatores alteram a dinâmica da produção." Assim começou a avaliação da Canaplan sobre os principais fatores que afetaram positivamente e negativamente a safra nacional das usinas.
Veja a seguir:
- Paradas não programadas das usinas
- Idade dos canaviais e safra 2014/15
- O tripé área-produtividade-qualidade
- Balanço climático
- Qualidade da cana
Analisando o desenvolvimento da safra de cana-de-açúcar, Luiz Carlos Corrêa Carvalho, da Canaplan, criticou o governo e se aprofundou nos números da safra atual.
"O velho ditado de que não há duas safra iguais no Brasil continua a imperar no setor: mais uma safra, e novos fatores alteram a dinâmica da produção." Assim começou a avaliação da Canaplan sobre os principais fatores que afetaram positivamente e negativamente a safra nacional das usinas.
As críticas ao governo estiveram presentes, como já é comum nas análises do mercado sucroalcooleiro. Para o diretor da Canaplan, "enquanto o Brasil segue com políticas de muita intervenção e pouco planejamento, o setor sucroenergético segue pelas curvas da imprevisibilidade".

Confira a seguir os principais trechos da avaliação:

No acumulado do ano até setembro de 2013, nota-se uma taxa de plantio 17% menor em comparação a igual período do ano passado, acompanhada de uma taxa de expansão muito tímida. Caso essa tendência continue no terço final do ano, haverá o envelhecimento dos canaviais a ser colhidos na safra 2014/15.
Somente o fato do envelhecimento dos canaviais a ser colhidos na safra 2014/15, pelo modelo matemático utilizado pela Canaplan, levaria a uma produtividade média de aproximadamente 75 toneladas de cana por hectare, com desvio padrão de 3 toneladas.
De fato, o tripé área-produtividade-qualidade é o gerador da produção de açúcares totais da safra. Na análise da safra 2014/15 contra a safra 2013/14, considerando o clima dentro da normalidade, projeta-se uma área disponível para colheita muito semelhante à atual, com uma produtividade agrícola inferior e uma qualidade de matéria-prima superior para a próxima safra.
Imagens publicadas na revista Agroanalysis (dezembro 2013), com trechos da coluna de Luiz Carlos Corrêa de Carvalho, diretor da Canaplan e presidente da ABAG.
Veja a seguir:
- Paradas não programadas das usinas
- Idade dos canaviais e safra 2014/15
- O tripé área-produtividade-qualidade
- Balanço climático
- Qualidade da cana
Analisando o desenvolvimento da safra de cana-de-açúcar, Luiz Carlos Corrêa Carvalho, da Canaplan, criticou o governo e se aprofundou nos números da safra atual.
"O velho ditado de que não há duas safra iguais no Brasil continua a imperar no setor: mais uma safra, e novos fatores alteram a dinâmica da produção." Assim começou a avaliação da Canaplan sobre os principais fatores que afetaram positivamente e negativamente a safra nacional das usinas.
As críticas ao governo estiveram presentes, como já é comum nas análises do mercado sucroalcooleiro. Para o diretor da Canaplan, "enquanto o Brasil segue com políticas de muita intervenção e pouco planejamento, o setor sucroenergético segue pelas curvas da imprevisibilidade".

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Clima
No balanço climático, prevalece a boa distribuição das chuvas em favor da produtividade, porém não faltaram impactos negativos: o florescimento de diversas regiões, o "acamamento" de canaviais pesados em consequência de ventos e chuvas, as geadas que afetaram com intensidade o Mato Grosso do Sul e parte do Paraná, entre outras intempéries.Canaviais
Os dois pilares que garantem um bom rendimento agrícola para a atual safra são as chuvas ocorridas nos outonos de 2012 e 2013, que proporcionam colheita de canaviais com menor déficit hídrico; e o intenso investimento em plantio realizado em 2012, que rejuvenesceu a idade média. Desse modo, a tendência é que o rendimento agrícola fique por volta de 81 toneladas de cana por hectare na região Centro-Sul.Qualidade da cana
A manutenção do desenvolvimento vegetativo reduziu a concentração de sacarose nos entrenós dos colmos, o que, juntamente à maior quantidade de impurezas que tem sido levada à indústria, contribui para uma menor recuperação de açúcares. Portanto, com matéria-prima de pior qualidade, estima-se um ATR (açúcares totais recuperados) de 133 quilos por tonelada de cana no acumulado final da safra 2013/14.Usinas paradas
Como as precipitações pluviométricas do terço inicial da safra também impactaram na eficiência de moagem, com maior número de paradas não programadas, as usinas da região Centro-Sul moeram menor quantidade de matéria-prima do que o previsto. Embora se tenha processado muita cana-de-açúcar no inverno, com o estabelecimento de um novo "teto" de moagem para o período, ainda há uma forte pressão para o final da safra.Safra 2014/15 e idade dos canaviais
Embora seja cedo para projetar a safra 2014/15, em virtude das incertezas de clima, políticas públicas e mercado, há outro fator-chave da produtividade que permite analisarmos com certa coerência seu comportamento: é a correlação entre a idade média dos canaviais colhidos e a produtividade média.
No acumulado do ano até setembro de 2013, nota-se uma taxa de plantio 17% menor em comparação a igual período do ano passado, acompanhada de uma taxa de expansão muito tímida. Caso essa tendência continue no terço final do ano, haverá o envelhecimento dos canaviais a ser colhidos na safra 2014/15.
Somente o fato do envelhecimento dos canaviais a ser colhidos na safra 2014/15, pelo modelo matemático utilizado pela Canaplan, levaria a uma produtividade média de aproximadamente 75 toneladas de cana por hectare, com desvio padrão de 3 toneladas.
De fato, o tripé área-produtividade-qualidade é o gerador da produção de açúcares totais da safra. Na análise da safra 2014/15 contra a safra 2013/14, considerando o clima dentro da normalidade, projeta-se uma área disponível para colheita muito semelhante à atual, com uma produtividade agrícola inferior e uma qualidade de matéria-prima superior para a próxima safra.
Imagens publicadas na revista Agroanalysis (dezembro 2013), com trechos da coluna de Luiz Carlos Corrêa de Carvalho, diretor da Canaplan e presidente da ABAG.
