Brasil não teria condições de atender neste ano a um eventual aumento na demanda pelo renovável com a mistura de 27,5% na gasolinaUma fonte ligada ao governo confirmou ontem (17) o que o setor sucroalcooleiro já esperava: uma decisão sobre o aumento da mistura do etanol anidro na gasolina não sairá antes de 2015.
No entanto, além da objeção da Anfavea e da falta de tempo hábil para atender a demanda extra nesta safra, um novo elemento contra o aumento da mistura foi levantado.
Uma fonte ligada ao governo confirmou ontem (17) em entrevista à agência de notícias Bloomberg o que o setor sucroalcooleiro já esperava: uma decisão sobre o aumento da mistura do etanol anidro na gasolina não sairá antes de 2015.
Segundo a fonte ouvida pela agência, que não quis ser identificada porque as discussões sobre o aumento da mistura ainda não são públicas, o Brasil não teria oferta suficiente do combustível neste ano e "deverá esperar até a próxima safra para aumentar a mistura".
Em junho, após ser divulgado que o estudo seria finalizado ao final de setembro, na parte final da safra, a presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Elizabeth Farina, já lamentava que o aumento da mistura não deveria mesmo vir neste ano.
"O governo está estudando o assunto, ouvindo a todos os grupos envolvidos, mas só fará uma decisão favorável se for economicamente viável", disse à Bloomberg o ministro de minas e energia, Edison Lobão.
O aumento da mistura traria um alívio às usinas, mas a medida é criticada pela Anfavea, a entidade que representa as fabricantes de automóveis.
No entanto, a Bloomberg cita um segundo elemento que estaria atrapalhando o aumento da mistura, até então inédito no debate sobre o assunto.
"Um aumento adicional é criticado pelas fabricantes de carros e por órgãos ambientais, que dizem que a [medida] irá danificar os automóveis e piorar a qualidade do ar", cita o texto orignial.
A questão ambiental levantada pela agência parece indicar que um estudo divulgado pela revista Nature Geoscience no final de abril ganhou relevância internacional.
O estudo da revista afirma que a poluição de carros que consomem etanol pode ser tão ou mais nociva do que a daqueles que rodam com gasolina. Veja o artigo aqui e a reportagem sobre ele aqui.
O trabalho foi duramente criticado pelo vice-presidente de relações externas da Amyris, Joel Velasco, que disse que estudos "enganosos" como o publicado pela revista, confundem o uso de combustíveis fósseis com benefícios ambientais.
Outros cinco pesquisadores brasileiros também rebateram as afirmações do estudo.
Leonardo Siqueira - NovaCana
No entanto, além da objeção da Anfavea e da falta de tempo hábil para atender a demanda extra nesta safra, um novo elemento contra o aumento da mistura foi levantado.
Uma fonte ligada ao governo confirmou ontem (17) em entrevista à agência de notícias Bloomberg o que o setor sucroalcooleiro já esperava: uma decisão sobre o aumento da mistura do etanol anidro na gasolina não sairá antes de 2015.
Segundo a fonte ouvida pela agência, que não quis ser identificada porque as discussões sobre o aumento da mistura ainda não são públicas, o Brasil não teria oferta suficiente do combustível neste ano e "deverá esperar até a próxima safra para aumentar a mistura".
Em junho, após ser divulgado que o estudo seria finalizado ao final de setembro, na parte final da safra, a presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Elizabeth Farina, já lamentava que o aumento da mistura não deveria mesmo vir neste ano.
"O governo está estudando o assunto, ouvindo a todos os grupos envolvidos, mas só fará uma decisão favorável se for economicamente viável", disse à Bloomberg o ministro de minas e energia, Edison Lobão.
O aumento da mistura traria um alívio às usinas, mas a medida é criticada pela Anfavea, a entidade que representa as fabricantes de automóveis.
No entanto, a Bloomberg cita um segundo elemento que estaria atrapalhando o aumento da mistura, até então inédito no debate sobre o assunto.
"Um aumento adicional é criticado pelas fabricantes de carros e por órgãos ambientais, que dizem que a [medida] irá danificar os automóveis e piorar a qualidade do ar", cita o texto orignial.
A questão ambiental levantada pela agência parece indicar que um estudo divulgado pela revista Nature Geoscience no final de abril ganhou relevância internacional.
O estudo da revista afirma que a poluição de carros que consomem etanol pode ser tão ou mais nociva do que a daqueles que rodam com gasolina. Veja o artigo aqui e a reportagem sobre ele aqui.
O trabalho foi duramente criticado pelo vice-presidente de relações externas da Amyris, Joel Velasco, que disse que estudos "enganosos" como o publicado pela revista, confundem o uso de combustíveis fósseis com benefícios ambientais.
Outros cinco pesquisadores brasileiros também rebateram as afirmações do estudo.
Leonardo Siqueira - NovaCana