Cana: Safra / Moagem

Cana: Safra / Moagem

[Unica] Atualização da safra de cana-de-açúcar 2025/26 – 1ª quinzena de junho

Chuvas impactam o ritmo de colheita e moagem soma 38,78 milhões de toneladas na primeira quinzena de junho


Unica - Publicado: 30 Jun 2025 - 11:29

  1. Moagem quinzenal: Na primeira quinzena de junho, as unidades produtoras da região Centro-Sul processaram 38,78 milhões de toneladas, ante a 49,4 milhões da safra 2024/25 – o que representa uma queda de 21,49%.

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    quinzena 01 moagem 2025

  2. Usinas em operação: Na primeira quinzena de junho, quatro unidades deram início à safra 2025/26. Ao término da quinzena, estão em operação 255 unidades produtoras na região Centro-Sul, sendo 236 unidades com processamento de cana, dez empresas que fabricam etanol a partir do milho e nove usinas flex. No mesmo período, na safra 2024/25, operaram 258 unidades produtoras, sendo 240 unidades com processamento de cana, nove empresas que fabricam etanol a partir do milho e nove usinas flex.

  • Análise sobre a moagem: O diretor de inteligência setorial da Unica, Luciano Rodrigues, explica que a safra no Centro-Sul já opera praticamente em plena capacidade, com 95% das unidades ativas nesta quinzena. “Ainda assim, a moagem registrou um recuo nos últimos quinze dias, impactada por condições climáticas desfavoráveis à colheita. As chuvas, concentradas principalmente nos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e nas regiões de Araçatuba e Assis em São Paulo, prejudicaram o ritmo do trabalho no campo, fazendo com que o volume processado ficasse abaixo da média das últimas safras”, afirma.
  • ATR quinzenal: Em relação à qualidade da matéria-prima, o nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) registrado na primeira quinzena de junho atingiu 128,66 kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar, contra 134,55 kg por tonelada na safra 2024/25, variação negativa de 4,37%.

  • Produção quinzenal de açúcar: A fabricação de açúcar nos primeiros 15 dias de junho totalizou 2,45 milhões de toneladas, registrando queda de 22,12% na comparação com a quantidade registrada em igual período na safra 2024/25 (3,15 milhões de toneladas).

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  • Produção quinzenal de etanol: Na primeira metade de junho, a fabricação de etanol pelas unidades do Centro-Sul atingiu 1,78 bilhão de litros, sendo 1,1 bilhão de litros de etanol hidratado (-17,97%) e 677,59 milhões de litros de etanol anidro (-26,97%).

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  • Etanol de milho na quinzena: Do total de etanol obtido na primeira quinzena de junho, 20,11% foram fabricados a partir do milho, registrando produção de 356,98 milhões de litros neste ano, contra 306,31 milhões de litros no mesmo período do ciclo 2024/25, aumento de 16,54%.

  • Moagem acumulada: Na safra 2025/26 até 16 de junho, a moagem atingiu 163,58 milhões de toneladas, ante 190,94 milhões de toneladas registradas no mesmo período no ciclo anterior – retração de 14,33%.

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  • Evolução do ATR: No acumulado da safra, o indicador da qualidade da cana-de-açúcar marca 119,6 kg de ATR por tonelada, registrando retração de 4,54% na comparação com o valor observado em igual posição no ciclo anterior.

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  • Produção acumulada de açúcar: Desde o início da safra até 16 de junho, a fabricação do adoçante totalizou 9,4 milhões de toneladas, contra 11,02 milhões de toneladas do ciclo anterior (-14,63%).

  • Produção acumulada de etanol: No atual ciclo agrícola, a fabricação do biocombustível totalizou 7,5 bilhões de litros (-14,21%), sendo 4,94 bilhões de etanol hidratado (-13,02%) e 2,56 bilhões de anidro (-16,41%).

    quinzena 05 dados acumulados 2025

  • Etanol de milho na safra: No acumulado desde o início da temporada, a produção de etanol de milho atingiu 1,8 bilhão de litros, avanço de 22,02% na comparação com igual período do ano passado.

  • Vendas quinzenais de etanol: Na primeira quinzena de junho, as vendas de etanol totalizaram 1,26 bilhão de litros, o que representa uma variação negativa de 13,92% em relação ao mesmo período da safra 2024/25. O volume comercializado de etanol anidro no período foi de 460,01 milhões de litros – retração de 10,18% – enquanto o etanol hidratado registrou venda de 803,95 milhões de litros – retração de 15,93%.

  • Vendas domésticas de etanol: No mercado interno, o volume de etanol hidratado comercializado pelas unidades do Centro-Sul totalizou 779,9 milhões de litros na quinzena, variação negativa de 16,58% em relação ao mesmo período da safra anterior. As vendas de etanol anidro, por sua vez, atingiram a marca de 442,61 milhões de litros, retração de 11,46%.

  • Vendas acumuladas de etanol: Desde o início da safra até 16 de junho, a comercialização de etanol pelas unidades do Centro-Sul somou 7,02 bilhões de litros, registrando queda de 4,47%. O volume acumulado de etanol hidratado totalizou 4,52 bilhões de litros (-7,41%), enquanto o de anidro alcançou 2,51 bilhão de litros (+1,32%).

  • Análise sobre as vendas de etanol: “O diferencial relativo de preços entre o etanol hidratado e a gasolina nos postos revendedores está em 67,4% na média do país, oferecendo uma alternativa viável para o consumidor brasileiro economizar e descarbonizar. A atual relação de preços favorece o etanol e abre espaço para um possível crescimento da demanda pelo biocombustível, em especial nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e Minas Gerais”, explica Rodrigues.

  • Aprovação do E30: Rodrigues também destaca que o anúncio da elevação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 27% para 30% a partir de 1º de agosto deve ampliar a necessidade do biocombustível nos próximos meses. “A ampliação da mistura deve promover menor emissão de gases de efeito estufa, aumento na octanagem da gasolina, autossuficiência na produção do derivado fóssil e geração de empregos no território nacional”, acrescentou o executivo.

  • Mercado de CBios: Dados da B3 até o dia 27 de junho indicam a emissão de 21,28 milhões de créditos em 2025 pelos produtores de biocombustíveis. A quantidade de CBios disponível para negociação em posse da parte obrigada, não obrigada e dos emissores totaliza 26,82 milhões de créditos de descarbonização. Os CBios disponíveis para comercialização e os créditos já aposentados para cumprimento da meta de 2025 somam cerca de 76% dos títulos necessários para o atendimento integral da quantidade exigida pelo programa para o final deste ano.

  • Mudanças no RenovaBio: Rodrigues destaca que na última semana, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) deliberou sobre a publicação da lista de sanção identificando as distribuidoras inadimplentes no âmbito do RenovaBio. “A partir da divulgação dessa lista, fica vedada aos produtores a comercialização de combustíveis com as distribuidoras nela incluídas, até que estas regularizem sua situação. Trata-se de medida de fundamental importância para a consolidação do RenovaBio, reconhecido como um dos mais robustos programas de descarbonização do setor de transportes no mundo, por assegurar o cumprimento das metas de redução de emissões”, acrescentou o executivo.

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