Uma das apostas da GranBio para alavancar seu projeto de etanol de segunda geração envolve uma levedura importada da empresa holandesa DSMA GranBio solucionou a dúvida que pairava sobre a origem da levedura que a empresa busca liberar para uso comercial.
A GranBio solucionou a dúvida que pairava sobre a origem da levedura que a empresa busca liberar para uso comercial. Quando em 22 de maio a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) publicou o extrato prévio do processo no Diário Oficial não era possível concluir de onde vinha a engenheira genética do organismo da linhagem RN1016.
Como a BioCelere, subsidiária tecnológica da GranBio, desenvolve pesquisas para a construção de linhagens brasileiras de leveduras aptas à produção de etanol de segunda geração, a participação da DSM era incerta. Embora fontes ligadas ao setor já comentassem sobre a origem holandesa da linhagem, só foi possível confirmar a procedência quando a companhia brasileira se pronunciou sobre o tema. A resposta à questão veio na noite de terça-feira (11) através de uma entrevista por e-mail.
"Os direitos sobre a levedura sob análise pela CTNBio são de propriedade da DSM. A utilização pela GranBio é fruto de uma parceria tecnológica entre as empresas", afirmou a pioneira do etanol celulósico no Brasil.
A correspondência explica que a diferença entre a levedura da DSM e os microrganismos em desenvolvimento pela GranBio se referem à utilização de genes e linhagens distintos, bem como diferentes estratégias de desenvolvimento adotadas pelas equipes técnicas das empresas.
O mercado já especulava a origem da levedura e dois elementos indicavam que se tratava realmente de uma levedura importada. A BioCelere recebeu o deferimento do Certificado de Qualidade em Biossegurança (CQB) em dezembro de 2012 e o processo para liberação da linhagem foi iniciado ao final de março. Neste prazo, o desenvolvimento de um organismo por engenharia genética seria improvável. Outro indício estava em uma apresentação sobre a eficiência das leveduras da DSM, disponível na internet, que cita o resultado industrial da linhagem RN1016.
Amanda SchArr – NovaCana
A GranBio solucionou a dúvida que pairava sobre a origem da levedura que a empresa busca liberar para uso comercial. Quando em 22 de maio a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) publicou o extrato prévio do processo no Diário Oficial não era possível concluir de onde vinha a engenheira genética do organismo da linhagem RN1016.
Como a BioCelere, subsidiária tecnológica da GranBio, desenvolve pesquisas para a construção de linhagens brasileiras de leveduras aptas à produção de etanol de segunda geração, a participação da DSM era incerta. Embora fontes ligadas ao setor já comentassem sobre a origem holandesa da linhagem, só foi possível confirmar a procedência quando a companhia brasileira se pronunciou sobre o tema. A resposta à questão veio na noite de terça-feira (11) através de uma entrevista por e-mail.
"Os direitos sobre a levedura sob análise pela CTNBio são de propriedade da DSM. A utilização pela GranBio é fruto de uma parceria tecnológica entre as empresas", afirmou a pioneira do etanol celulósico no Brasil.
A correspondência explica que a diferença entre a levedura da DSM e os microrganismos em desenvolvimento pela GranBio se referem à utilização de genes e linhagens distintos, bem como diferentes estratégias de desenvolvimento adotadas pelas equipes técnicas das empresas.
O mercado já especulava a origem da levedura e dois elementos indicavam que se tratava realmente de uma levedura importada. A BioCelere recebeu o deferimento do Certificado de Qualidade em Biossegurança (CQB) em dezembro de 2012 e o processo para liberação da linhagem foi iniciado ao final de março. Neste prazo, o desenvolvimento de um organismo por engenharia genética seria improvável. Outro indício estava em uma apresentação sobre a eficiência das leveduras da DSM, disponível na internet, que cita o resultado industrial da linhagem RN1016.
DSM
A gigante holandesa DSM agrega tecnologia e sustentabilidade para produzir desde dispositivos biomédicos avançados e soluções alimentares, até materiais bioplásticos e tintas. A linhagem RN1016 destaca-se pela capacidade de fermentar a xilose, açúcar de cinco carbonos, e com isso produzir etanol a partir da biomassa. A capacidade foi obtida através da introdução por recombinação homóloga do gene XylA, codificador da enzima xilose isomerase.Parcerias
Há uma série de acordos da GranBio com empresas de outros países para o fornecimento de organismos ou emprego de tecnologia para o etanol celulósico. As outras parcerias da GranBio incluem a Novozymes, multinacional dinamarquesa que também está envolvida com a produção de leveduras, a Beta Renewables, detentora da tecnologia Proesa para o 2G, a Chemtex, fornecedora de equipamentos críticos para usinas de etanol celulósico e o Grupo Carlos Lyra, tradicional produtor de etanol de primeira geração que é parceiro para o fornecimento da biomassa.Amanda SchArr – NovaCana