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Uma das apostas da GranBio, levedura geneticamente modificada pertence à DSM

Granbio-Saccharomyces-cerevisiae-140613Uma das apostas da GranBio para alavancar seu projeto de etanol de segunda geração envolve uma levedura importada da empresa holandesa DSM
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A GranBio solucionou a dúvida que pairava sobre a origem da levedura que a empresa busca liberar para uso comercial.

A GranBio solucionou a dúvida que pairava sobre a origem da levedura que a empresa busca liberar para uso comercial. Quando em 22 de maio a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) publicou o extrato prévio do processo no Diário Oficial não era possível concluir de onde vinha a engenheira genética do organismo da linhagem RN1016.

Como a BioCelere, subsidiária tecnológica da GranBio, desenvolve pesquisas para a construção de linhagens brasileiras de leveduras aptas à produção de etanol de segunda geração, a participação da DSM era incerta. Embora fontes ligadas ao setor já comentassem sobre a origem holandesa da linhagem, só foi possível confirmar a procedência quando a companhia brasileira se pronunciou sobre o tema. A resposta à questão veio na noite de terça-feira (11) através de uma entrevista por e-mail.

"Os direitos sobre a levedura sob análise pela CTNBio são de propriedade da DSM. A utilização pela GranBio é fruto de uma parceria tecnológica entre as empresas", afirmou a pioneira do etanol celulósico no Brasil.

A correspondência explica que a diferença entre a levedura da DSM e os microrganismos em desenvolvimento pela GranBio se referem à utilização de genes e linhagens distintos, bem como diferentes estratégias de desenvolvimento adotadas pelas equipes técnicas das empresas.

O mercado já especulava a origem da levedura e dois elementos indicavam que se tratava realmente de uma levedura importada. A BioCelere recebeu o deferimento do Certificado de Qualidade em Biossegurança (CQB) em dezembro de 2012 e o processo para liberação da linhagem foi iniciado ao final de março. Neste prazo, o desenvolvimento de um organismo por engenharia genética seria improvável. Outro indício estava em uma apresentação sobre a eficiência das leveduras da DSM, disponível na internet, que cita o resultado industrial da linhagem RN1016.

DSM

A gigante holandesa DSM agrega tecnologia e sustentabilidade para produzir desde dispositivos biomédicos avançados e soluções alimentares, até materiais bioplásticos e tintas. A linhagem RN1016 destaca-se pela capacidade de fermentar a xilose, açúcar de cinco carbonos, e com isso produzir etanol a partir da biomassa. A capacidade foi obtida através da introdução por recombinação homóloga do gene XylA, codificador da enzima xilose isomerase.

Parcerias

Há uma série de acordos da GranBio com empresas de outros países para o fornecimento de organismos ou emprego de tecnologia para o etanol celulósico. As outras parcerias da GranBio incluem a Novozymes, multinacional dinamarquesa que também está envolvida com a produção de leveduras, a Beta Renewables, detentora da tecnologia Proesa para o 2G, a Chemtex, fornecedora de equipamentos críticos para usinas de etanol celulósico e o Grupo Carlos Lyra, tradicional produtor de etanol de primeira geração que é parceiro para o fornecimento da biomassa.

Amanda SchArr – NovaCana
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