Usina teve resultado líquido positivo de R$ 79,84 milhões; outros índices também caíram
Depois de dobrar seus resultados líquidos na última safra, alcançando um recorde histórico de R$ 164,72 milhões, a Da Mata registrou uma queda de 51,5% em 2022, com R$ 79,84 milhões. Os valores consideram o período entre janeiro e dezembro.
Esta, inclusive, é a primeira retração vista pela companhia de Valparaíso (SP) depois de três acréscimos consecutivos. Os números foram divulgados pela empresa no jornal Gazeta de São Paulo.
Também de acordo com a demonstração financeira, a Da Mata moeu 3,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar durante a safra 2022/23, uma leve queda em relação às 3,6 milhões de toneladas da temporada anterior.
Entretanto, o clima para o ciclo que acaba de se iniciar é de otimismo: “A companhia possui capacidade de processamento em 4,5 milhões de toneladas, patamar previsto para a moagem no exercício de 2023”.
A administração da empresa ainda afirma que, com pequenos investimentos, a capacidade da usina deverá aumentar para 5,5 milhões de toneladas em 2026.
Para 2023/24, a expectativa é alcançar 12,82 mil hectares plantados, com 3,2 mil ha de expansão. Na safra anterior, a área plantada foi de 10,87 mil ha.
No texto completo, exclusivo para assinantes NovaCana, você confere mais detalhes sobre os resultados financeiros da usina Da Mata com gráficos sobre:
- Resultado líquido
- Histórico de moagem
- Lucro bruto
- Relação em receitas e custos
- Perfil das dívidas da usina
- Balanço financeiro
- Resultados por tonelada de cana
Depois de dobrar seus resultados líquidos na última safra, alcançando um recorde histórico de R$ 164,72 milhões, a Da Mata registrou uma queda de 51,5% em 2022, com R$ 79,84 milhões. Os valores consideram o período entre janeiro e dezembro.
Esta, inclusive, é a primeira retração vista pela companhia de Valparaíso (SP) depois de três acréscimos consecutivos.
Os números foram divulgados pela empresa no jornal Gazeta de São Paulo.

Também de acordo com a demonstração financeira, a Da Mata moeu 3,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar durante a safra 2022/23, uma leve queda em relação às 3,6 milhões de toneladas da temporada anterior.
Entretanto, o clima para o ciclo que acaba de se iniciar é de otimismo: “A companhia possui capacidade de processamento em 4,5 milhões de toneladas, patamar previsto para a moagem no exercício de 2023”.
A administração da empresa ainda afirma que, com pequenos investimentos, a capacidade da usina deverá aumentar para 5,5 milhões de toneladas em 2026.

Para 2023/24, a expectativa é alcançar 12,82 mil hectares plantados, com 3,2 mil ha de expansão. Na safra anterior, a área plantada foi de 10,87 mil ha.
Resultado operacional
A receita operacional da usina Da Mata também caiu na comparação anual, para R$ 923,77 milhões, uma variação negativa de 13,8% em relação ao último resultado, que foi o recorde histórico da companhia, com R$ 1,07 bilhão.
Os custos acompanharam a movimentação, com retração de 9,3%, e somaram R$ 661,61 milhões.

Assim, mesmo com as quedas, a relação entre custos e receitas da sucroenergética subiu 3,5 pontos percentuais, para 71,6%. Nos dois anos anteriores, a usina conseguiu manter o índice abaixo de 70%.
Por sua vez, o lucro bruto foi de R$ 262,16 milhões, registrando uma queda de 23,3% ante os R$ 341,61 milhões do ano anterior. O resultado, entretanto, é o segundo maior da série histórica, iniciada em 2013.

A Da Mata, ao contrário de outras empresas do setor, não contabiliza a variação do valor de seu ativo biológico (cana em pé) como parte de seu lucro bruto. Em 2022, ela obteve um prejuízo de R$ 10,47 milhões neste quesito, 0,2% a mais ante as perdas do ano anterior.
A última vez que o ativo biológico da empresa teve uma variação positiva foi em 2014, com R$ 4,92 milhões.

Desempenho financeiro
Apesar das quedas anuais, a Da Mata manteve boa parte de seus números em patamares maiores do que os vistos anteriormente – o mesmo não ocorreu na parte financeira. As perdas chegaram a um nível histórico de R$ 78,64 milhões, um aumento de 155,5% em relação ao resultado negativo de R$ 30,78 milhões do ano anterior.
Especificamente, as receitas financeiras da companhia cresceram 55,3%, para R$ 8,75 milhões. As despesas, entretanto, tiveram um salto de 137,2%, chegando a R$ 88,55 milhões.

A variação cambial, por sua vez, registrou o segundo lucro seguido, com R$ 1,16 milhão. Este é o maior resultado dos últimos seis anos, perdendo apenas para os R$ 18,7 milhões vistos em 2016.
Dívidas da usina
Ao mesmo tempo em que os resultados caíram, as dívidas brutas com empréstimos e financiamentos voltaram a aumentar.
Ao fim de 2022, os débitos da usina Da Mata somavam R$ 583,91 milhões, acréscimo de 7,7% na comparação com a posição de um ano antes.

Do total, R$ 255,92 milhões se referem a dívidas com vencimento no decorrer deste ano. Em relação aos R$ 231,52 milhões vistos no encerramento de 2021, o montante representa um aumento de 10,5%.
Assim, os R$ 327,99 milhões restantes contam com um prazo mais alongado para pagamento. O valor representa um aumento de 5,5% ante os R$ 310,8 milhões devidos em 2022.
Resultado por tonelada
A partir dos dados divulgados, o NovaCana calculou que a Da Mata obteve um lucro líquido de R$ 22,81 por tonelada de cana-de-açúcar processada no último ano. A queda foi de 50,1% em comparação com os R$ 45,76/t vistos em 2021.
Já o resultado bruto foi de R$ 74,9/t (-21,1%). Além disso, a companhia obteve uma receita de R$ 263,94/t (-11,3%), com um custo médio de R$ 189,03/t (-6,7%).

A Da Mata contabilizou débitos de R$ 166,83/t ao final de 2022. O montante está 10,7% acima do visto um ano antes.
Giully Regina – NovaCana