Com recursos do BNDES, usina recebe a primeira usina autorização de construção da ANP
O mercado de etanol está em crise, mas, mesmo assim existem empresas apostando em novas usinas. E não é qualquer empresa, mas uma das mais conhecidas do mercado, inclusive com participação do BNDES.
Veja a seguir mais detalhes sobre a empresa que está construindo a usina, onde ela será localizada e qual sua capacidade de produção.
O mercado de etanol está em crise, mas, mesmo assim, existem empresas apostando em novas usinas. E não é qualquer empresa, mas a GranBio, empresa com participação do BNDES e uma tecnologia pioneira.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis publicou nesta terça-feira (08) esta que é a primeira autorização para construção de usina produtora de etanol, desde a publicação da resolução nº 26/2012 pela agência.
De acordo com o texto, a unidade autorizada pertence à Bioflex Agroindustrial, empresa da holding da família Gradin, a GranInvest. Em outras palavras, trata-se da primeira usina de etanol de segunda geração do Brasil que será localizada em São Miguel dos Campos, no estado de Alagoas.
Na autorização consta que a capacidade de produção da usina será de 250 m³ de etanol anidro por dia, volume que a classifica como uma unidade pequena. Para se ter uma ideia, a 20ª maior usina em capacidade de produção de etanol pode produzir 8,2 vezes mais do que a unidade da GranBio. Além disso, para atingir a produção anunciada pela empresa, de 82 milhões de litros de etanol, a usina terá que operar em plena capacidade durante 328 dias no ano.
Para começar a operar efetivamente, a GranBio precisará ainda receber a autorização de operação, de acordo com o art. 7º da Resolução ANP nº 26/2012. A expectativa da GranBio é de que a usina entre em atividade no ano que vem.
A empresa foi também a primeira a entrar com pedido no CTNBio para utilizar uma levedura geneticamente modificada no processo de produção.
Vivian Faria - NovaCana