André Nassar:

Até onde o setor de etanol pode ir com o RenovaBio

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André Nassar:

Até onde o setor de etanol pode ir com o RenovaBio

“André Nassar sempre soube combinar o entendimento preciso da realidade com análises econômicas refinadas. Suas contribuições são muitas e se espalham nas mais diversas áreas”.


NovaCana - Publicado: 06 Set 2017 - 10:02

Essa frase, do ex-presidente da União das Indústrias de Cana-de-açúcar (Unica), Marcos Jank, demonstra a relevância do diretor de Estratégia e Novos Negócios da Agroicone ao falar sobre o setor sucroenergético.

Palestrante no primeiro painel do novaCana Ethanol Conference, “RenovaBio, em profundidade e no detalhe”, Nassar exerce o papel de instigador das discussões a partir de uma posição privilegiada.

André Nassar já foi Secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), onde foi o principal negociador dos Planos Safra 2015/16 e 2016/17. Além de ter liderado diversas melhorias no Sistema Nacional de Crédito Rural e na lei dos títulos do agronegócio, ele implementou atualizações no Programa de Subvenção do Seguro Rural.

Enquanto esteve no Mapa, Nassar também conduziu a formulação das metas do setor agropecuário anunciadas na INDC Brasileira na COP 21, em Paris. Além disso, idealizou o Modelo Brasileiro de Uso da Terra, usado em diversos estudos nacionais e internacionais, e coordenou o trabalho que viabilizou o reconhecimento do etanol de cana-de-açúcar como biocombustível avançado pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos.

Agora, como parte da iniciativa privada, ele apresenta um contraponto aos membros do setor e do governo que buscam a aprovação do RenovaBio via Medida Provisória (MP). Nassar recentemente defendeu a tramitação na forma de projeto de lei, mesmo que leve mais tempo. Ele acredita que, dessa forma, é maior a chance de aprovação pelos parlamentares.

“O projeto de lei fica mais tempo em discussão, mas, quando passa pelas comissões, chega ao plenário com maior possibilidade de aprovação. É um projeto bom para o país, que deve ter apoio”, disse sobre o assunto que deve aquecer as discussões.

“O RenovaBio vem com o incentivo necessário. Tem uma implementação mais longa [em relação a um imposto], mas o impacto de longo prazo sobre o setor fica assentado”, André Nassar (Agroicone)

A verdade é que a dinâmica — por vezes morosa — entrou como uns itens na pauta do Renovabio. O governo tem encontrado divergências internas em relação ao programa, criado para incentivar o aumento da produção de biocombustíveis, que podem travar a publicação de uma MP.

As linhas gerais do programa, detalhadas na proposta de medida provisória, estão desde o início do mês de agosto paradas na Casa Civil da Presidência da República. A informação é de “os estudos não foram concluídos” e que “não há prazo” para que o programa avance.


Palestra: RenovaBio e uma nova perspectiva para o setor de etanol

Por: André Nassar
Data: 25 de setembro às 14h20
Local: Local: Hotel Tivoli - Mofarrej

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Além da questão ambiental

Mais do que atender aos compromissos ambientais assumidos pelo Brasil, o Renovabio é visto como uma solução para o crescente crescimento da demanda de combustíveis. Um dos principais objetivos do programa é trazer previsibilidade ao mercado de biocombustíveis e promover a expansão de produção com regularidade do abastecimento.

Dados apresentados recentemente pelo Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) em evento sobre o RenovaBio mostram que, se for mantida a infraestrutura de produção existente mais as construções previstas, o País pode ter um déficit de 15 bilhões de litros em biocombustíveis e de mais de 29 bilhões de litros de combustíveis fósseis até 2030.

Falando apenas da maior região consumidora do país, em relação aos biocombustíveis, o Sudeste poderia ver um déficit de mais de 10 bilhões de litros de renováveis em 13 anos. Se não acontecerem investimentos, o Centro-Oeste seria a única região com superávit de biocombustíveis.

20170824 NC demanda de etanol e deficit

Essas questões devem ser abordadas no primeiro dia do novaCana Ethanol Conference. Também estarão no painel Miguel Ivan Lacerda (MME), Leandro de Barros Silva (Sindicom) e Delfim Oliveira (Brasilcom). A mediação do debate será feita pelo diretor executivo no novaCana, Miguel Angelo Vedana.

NEC2017 renovabio v2

A programação completa do NovaCana Ethanol Conference está disponível aqui e o cadastro para participar do evento pode ser feito aqui.

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