Apesar da queda quinzenal esperada para o período de entressafra, os estoques de etanol do Centro-Sul continuam mais altos em relação aos anos anteriores. Ao final da segunda quinzena de fevereiro, os tanques da região continham 5,24 bilhões de litros, queda de 19,8% em relação aos 6,53 bilhões de litros vistos na metade do mês.
Na comparação com o mesmo período de 2023, por outro lado, houve um acréscimo de 36%. Esse movimento de alta, registrado desde o início do ano, reflete a continuidade de moagem pelas usinas, assim como uma maior aposta dos produtores no consumo do biocombustível.
Os números foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na última quarta-feira, 13. Considerando o total estocado, 58,1% era de hidratado e 41,9%, de anidro.
No dia 1º de março, o volume armazenado do biocombustível utilizado para abastecer diretamente os veículos era de 3,04 bilhões de litros, queda quinzenal de 19,7%. Em contrapartida, na comparação anual, houve uma alta de 31,7%.
Segundo a União da Indústria de Cana-de-açúcar e Bioenergia (Unica), a produção de etanol hidratado foi de 295 milhões de litros na quinzena, alta de 197,5% ante o mesmo período da safra passada.
Da mesma forma, o renovável a ser misturado à gasolina viu uma retração quinzenal de 19,7% nos tanques, com 2,2 bilhões de litros em estoque. Ainda assim, em relação ao mesmo período de 2023, houve um acréscimo de 42,4%.
Também conforme os dados da Unica, a fabricação quinzenal de etanol anidro foi de 34 milhões de litros. Em relação ao ano passado, a quantia representa uma queda de 37,9%.
No maior estado produtor e consumidor de etanol, as usinas estocavam 2,96 bilhões de litros em 1º de março. O volume representa uma retração quinzenal de 16,4%, mas um aumento anual de 50,7%.
Do total, 1,67 bilhão de litros eram de hidratado (+55,4%) e 1,29 bilhão de litros eram de anidro (+45,1%).






Giully Regina – NovaCana
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