Convidado para atuar como membro de conselho consultivo e administrativo de várias empresas, o executivo agora prepara uma nova etapa da carreira. Ele garante manter o relacionamento com o setor e seu próximo passo será ingressar numa empresa de consultoria.
Em entrevista exclusiva ao portal novaCana.com, Figliolino faz o balanço da safra que está terminando, revela qual o patamar de custo das usinas que já estão lucrando e como será o comportamento de retomada do setor no próximo ano.
“Nas nossas contas, metade do setor está bem e em total condição de recuperação já com esse nível de preço atual. São empresas que irão rapidamente se desalavancar, baixar dívidas e, no futuro, realizar novos investimentos”, adianta.
Mas nem todos podem comemorar porque existe uma tendência de “seleção natural”. Esse processo darwiniano deve significar o fim de alguns players e aquisição de ativos pelos grupos melhor posicionados.
Engenheiro agrônomo por formação, Figliolino começou a atuar no setor financeiro em 1984, no extinto Banco Nacional. A parceria com as usinas se iniciou em 1996, no BBA, e desde então ele viu o setor submergir e se reerguer por inúmeras vezes, acumulando conhecimento de quem detém um ponto de vista privilegiado: responde pela maior carteira de sucroenergéticas em um banco privado.
Durante uma conversa de mais de uma hora, Figliolino contou ao novaCana.com a tendência de operação das usinas na próxima safra, teceu críticas pesadas ao governo e previu quais são os limitadores e as possibilidade do setor para o futuro próximo.
O diretor também falou sobre sua trajetória com o mercado de cana-de-açúcar, revelou detalhes sobre a saída do Itaú BBA e quem será o seu sucessor no banco.
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