Segundo o executivo, sua entrada na empresa servirá como base para atuação no setor sucroenergético, área que atualmente tem pouca representação na firma
Em entrevista ao portal NovaCana no fim do ano passado, o ex-Itaú BBA, Alexandre Figliolino, falou das perspectivas de carreira após sua saída do banco, marcada para 31 de dezembro de 2015. Na época, ele revelou que continuaria atuando junto ao setor, mas como membro de uma empresa de consultoria.
Agora, já fora da instituição após mais de 20 anos de atuação voltados à indústria sucroenergética, o executivo já iniciou os trabalhos na nova casa e pretende manter o mesmo relacionamento que construiu durante o tempo no banco. O portal NovaCana conversou com o executivo para saber detalhes da nova empreitada.
Em entrevista ao portal NovaCana no fim do ano passado, o ex-Itaú BBA, Alexandre Figliolino, falou das perspectivas de carreira após sua saída do banco, marcada para 31 de dezembro de 2015. Na época, ele revelou que continuaria atuando junto ao setor, mas como membro de uma empresa de consultoria.
Agora, já fora da instituição após mais de 20 anos de atuação voltados à indústria sucroenergética, o executivo já iniciou os trabalhos na nova casa e pretende manter o mesmo relacionamento que construiu durante o tempo no banco. O portal NovaCana conversou com o executivo para saber detalhes da nova empreitada.
O novo endereço de Figliolino é a MB Agro, consultoria especializada no agronegócio. Segundo o executivo, sua entrada na empresa servirá como base para atuação no setor sucroenergético, área que atualmente tem pouca representação na firma. “Vou tentar complementar isso e colocar o setor sucroenergético dentro da MB Agro com um peso importante para ampliar o escopo da consultoria”, afirma. A princípio, a ideia é prestar serviços relacionados a planejamentos estratégico, de sucessão e financeiro e trabalhos de gestão de risco.
Outra novidade na carreira do agora consultor é a possibilidade de atuar de maneira mais próxima das empresas. “Eu também devo participar de algum conselho administrativo ou consultivo de empresas do setor”, comenta. Os fundadores da MB Agro, José Roberto Mendonça de Barros e Alexandre Mendonça de Barros, já participam dessa maneira em algumas companhias ligadas ao agronegócio.
Perspectivas para a nova safra
Figliolino acredita que para 2016/17, em questão de tamanho, a safra deve vir igual ou ligeiramente superior a atual, que de acordo com o empresário deve fechar com cerca de 605 milhões de toneladas de cana processadas. Fatores como as boas chuvas do segundo semestre de 2015 e a quantidade cana bisada – que pode chegar a 50 milhões de toneladas – garantirão um bom volume de safra e boa qualidade para as primeiras canas, destaca.
“Agora depende do desenvolvimento das canas de meio para fim de safra, da chuva nesse primeiro quadrimestre do ano e do rendimento industrial. Em princípio, imagino que possa ser ligeiramente superior ao rendimento industrial dessa safra que ficou muito aquém da 14/15”, aponta.
Ele ainda menciona que o setor pode estar entrando em um momento de situações que não andavam juntas há tempos: boa produção, bons rendimentos, bom tamanho de safra e preços médios melhores. Somadas ao aumento dos preços de açúcar e etanol e ao déficit mundial do adoçante, começa-se a prospectar um cenário mais positivo.
Figliolino lamenta apenas a possibilidade de queda no preço da energia. Ele explica que por causa do grande volume de chuvas o valor da eletricidade no mercado spot tende a diminuir, o que não favorece a quem possui cogeração.
Safra fixada
“Não me lembro de uma outra safra em que o setor tenha entrado tão fixado como vai entrar nessa”, comemora. Com boa parte dos preços do açúcar já travados em reais, as usinas entram na safra com perspectiva de alta e com preços já bastante favoráveis, assegurando margens interessantes.
Isso foi possível graças a agilidade de algumas empresas que aproveitaram oportunidades para fixar tanto o açúcar quanto o câmbio. O adoçante foi travado em níveis de R$ 1,2 mil a R$ 1,3 mil por tonelada. Para Figliolino, é uma “ilha de prosperidade em meio a uma situação econômica complicada do Brasil”.
Jorge Mariano – NovaCana