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Albioma amplia cogeração e afirma que novas térmicas estão na mira

codora-albioma-290116A queda de preço no spot afetou significativamente os resultados do grupo francês de bioenergia Albioma, que tem dois empreendimentos em parcerias com sucroenergéticas nacionais – Rio Pardo (SP) e Jalles Machado (GO)

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A queda de preço no spot afetou significativamente os resultados do grupo francês de bioenergia Albioma, que tem dois empreendimentos em parcerias com sucroenergéticas nacionais – Rio Pardo (SP) e Jalles Machado (GO). O relatório divulgado nessa semana mostra que receita, lucro e Ebitda caíram em 2015.

Ainda assim, as duas unidades no Brasil registraram aumento na exportação de energia elétrica em relação a 2014 e adotaram estratégias para conter os preços baixos.

Mesmo com a queda nos números, a empresa pretende ampliar a geração nos próximos anos e fala em aproveitar a crise econômica do Brasil para comprar ativos. Veja os detalhes a seguir.

Em 2015, primeiro ano inteiro de funcionamento no Brasil, a Albioma registrou mais exportação de energia em suas unidades, apesar da queda no faturamento. A diminuição é explicada pelos menores preços da energia elétrica no mercado spot em comparação às boas tarifas de anos anteriores.

Ainda assim, a multinacional quer aproveitar o momento delicado. Segundo o relatório, o difícil contexto macroeconômico do País, deve “gerar oportunidades de aquisição de ativos de alta qualidade e confirma o objetivo de um novo projeto a cada período de 12 a 18 meses”. Essa afirmação leva a crer que já devem existir negociações em andamento visando a consolidação de algum empreendimento nacional.

Dentre os ativos em funcionamento, Termoelétrica Albioma Rio Pardo, parceria com a Usina Rio Pardo (SP), exportou 114 GWh de energia elétrica, 11 GWh a mais que em 2014. A Codora Energia (GO), cogerando para a Jalles Machado, adquirida em agosto do ano passado, exportou 72 GWh até dezembro de 2015, 16 GWh a mais que no mesmo período de 2014.

Os preços de venda não colaboraram com o aumento de exportação, resultando em uma queda brusca do Ebitda na operação brasileira: foram € 12 milhões em 2014 e € 4,6 milhões em 2015. Em 2014 o MWh era vendido a R$ 690, caindo para R$ 288 no ano passado. Segundo a CCEE o valor deve cair ainda mais em 2016, chegando a R$ 30/MWh, persistindo até meados de 2017.

Para segurar a desvalorização da energia, a Albioma lançou mão de uma estratégia para garantir de 70% a 80% das vendas em longo prazo. Foram dois contratos de 20 anos assinados com as usinas Rio Pardo e Codora, assegurando tarifas de R$ 212/MWh e R$ 278/MWh, respectivamente.

Resultados

Especializado em negócios de bioenergia, o grupo Albioma apresentou quedas nos resultados de 2015. A receita e o Ebitda apresentaram queda em relação a 2014, fechando o ano em € 349,6 milhões e € 119,9 milhões. Os números são 1% e 7% inferiores ao do ano anterior.

O lucro líquido sofreu grande impacto afetado pelos preços menores da eletricidade no Brasil, caindo 20% em comparação com 2014 e fechando o ano pouco acima dos € 30 milhões.

Ainda assim, o CEO da empresa, Jacques Pétry, reforçou os objetivos da companhia. “Pela primeira vez em nossa história a energia renovável produzida pela Albioma representou 50% da produção total. Em 2023, deve representar cerca de 80%”, afirmou.

Jorge Mariano – NovaCana

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