Apesar do movimento sazonal ajudar no crescimento dos estoques de etanol do Centro-Sul, o volume ainda está abaixo do visto em anos anteriores. Em 1º de julho, os tanques da região armazenavam 3,22 bilhões de litros, alta quinzenal de 15%, mas baixa de 39,3% em relação aos 5,3 bilhões de litros estocados na mesma data de 2024.
Os dados sobre a armazenagem de etanol pelas sucroenergéticas foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na última sexta-feira, 11. Considerando o volume total, 59,9% era de hidratado e 40,1%, de anidro.
Segundo a União da Indústria de Cana-de-açúcar e Bioenergia (Unica), as usinas venderam 2,8 bilhões de litros de etanol em junho, queda anual de 3,6%. A produção, por sua vez, foi de 1,92 bilhão de litros na segunda quinzena do mês, retração de 17,4% ante a safra anterior.
Em São Paulo, maior estado produtor e consumidor do biocombustível, as sucroenergéticas armazenavam 1,69 bilhão de litros em 1º de julho, alta de 21,5% na comparação quinzenal. Já em relação aos 2,89 bilhões de litros estocados um ano antes, houve uma queda de 41,6%.


No primeiro dia de julho, os estoques de etanol hidratado nas usinas do Centro-Sul chegaram a 1,93 bilhão de litros, acréscimo de 13,3% ante a posição em 16 de junho, mas uma retração de 37,8% em comparação com os 3,1 bilhões de litros registrados no ano passado.
O Itaú BBA projeta que o consumo doméstico de etanol hidratado deve recuar 18% na temporada atual, com a perda de competitividade do biocombustível em relação à gasolina. O banco prevê que a relação entre os preços dos dois combustíveis se mantenha próxima de 70% no decorrer do ciclo, bem perto do limite da vantagem econômica do renovável.
De acordo com a Unica, a produção do biocombustível utilizado para abastecer diretamente os veículos foi de 1,17 bilhão de litros na quinzena, retração de 17,7% ante a safra anterior. As vendas de hidratado, por sua vez, totalizaram 1,78 bilhão de litros em junho, redução anual de 4,6%.
Em São Paulo, os tanques continham 967 milhões de litros de hidratado em 1º de julho, baixa de 39,1% na comparação com 2024.


A armazenagem de anidro, por sua vez, registrou uma alta quinzenal de 17,7%, para 1,29 bilhão de litros. Em relação à mesma posição no ano passado, contudo, a retração é de 41,5%.
Com o aumento da mistura obrigatória do anidro na gasolina, para 30%, a expectativa do Itaú BBA é de que a demanda pelo biocombustível aumente já durante a temporada 2025/26. Para o banco, a medida pode impactar tanto regiões em que a gasolina é mais competitiva quanto estados com maior oscilação de consumo com o etanol ao longo do ano.
Na segunda quinzena de junho, as usinas fabricaram 743 milhões de litros do etanol a ser misturado à gasolina, baixa anual de 17%, segundo a Unica. Já as vendas atingiram 1,02 bilhão de litros no mês, queda de 1,7% em relação à safra passada.
Em São Paulo, 719 milhões de litros de anidro estavam estocados pelas usinas em 1º de julho, diminuição de 44,8% na comparação anual.


Giully Regina – NovaCana
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