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Agrovale terá financiamento de R$ 200 milhões por Eco Invest para recuperar canaviais

Projeto foi selecionado no segundo leilão do programa, focado em destravar investimentos privados e atrair capital externo para projetos sustentáveis

Globo Rural 3 min de leitura

A Agro Indústrias do Vale do São Francisco, ou Agrovale, que produz açúcar, etanol e energia elétrica em Juazeiro (BA), na divisa com Pernambuco, finalizou a estruturação técnica e financeira de um projeto voltado a recuperar canaviais degradados e implantar sistemas de irrigação por gotejamento, que deve ter financiamento de aproximadamente R$ 200 milhões dentro do programa Eco Invest Brasil.

O projeto foi selecionado no segundo leilão do programa, focado em destravar investimentos privados e atrair capital externo para projetos sustentáveis, incluindo a transição à agricultura de baixo carbono no setor agropecuário.

O Itaú BBA atuou como instituição estruturadora e financiadora da operação para a Agrovale, a primeira na caatinga viabilizada pelo leilão, segundo comunicado da instituição financeira.

O montante a ser financiado, que terá taxas de juros abaixo das de mercado, deverá ser amortizado em sete anos, de acordo com a nota do Itaú BBA.

As áreas da Agrovale estão localizadas no semiárido brasileiro, onde a precipitação média anual é de cerca de 400 milímetros, o que torna a irrigação essencial para a produção agrícola. A iniciativa tem como objetivo elevar a produtividade, promover o uso mais eficiente dos recursos hídricos e fortalecer a sustentabilidade nas lavouras.

“É uma satisfação participar da estruturação da primeira operação do Eco Invest II voltada à recuperação produtiva de áreas degradadas no bioma caatinga. Acreditamos que mecanismos financeiros como este são fundamentais para ampliar o acesso a capital destinado à transição para uma economia de baixo carbono”, disse no comunicado o diretor de agronegócio do Itaú BBA, Pedro Fernandes.

Com a iniciativa, espera-se promover a melhoria da qualidade do solo, aumentar a capacidade de retenção de matéria orgânica, fortalecer a sustentabilidade do sistema produtivo e ajudar a reduzir emissões de gases de efeito estufa (GEE). A expectativa, segundo a nota, é de um incremento aproximado de 223% na produção, em comparação a sistemas convencionais de irrigação praticados na região.

Além disso, ao longo da execução do projeto, a receita estimada com esses produtos é de cerca de R$ 1,3 bilhão.

“A operação reforça nosso compromisso com uma produção cada vez mais eficiente e sustentável. Este projeto permitirá modernizar nossas operações, aumentar a produtividade das áreas cultivadas e otimizar o uso da água, gerando benefícios ambientais e econômicos de longo prazo”, afirmou no comunicado a superintendente administrativa e financeira da Agrovale, Juliana Alves.

Clarice Couto

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