Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na ICE recuaram para uma mínima de seis meses nesta segunda-feira, pressionados em parte pelo forte declínio nos mercados do petróleo.
O contrato maio do açúcar bruto fechou em queda de mais de 5%, ou 0,61 centavo de dólar, a 11,09 centavos de dólar por libra-peso, depois de atingir uma mínima de seis meses de 11 centavos.
Operadores disseram que nos últimos dias fundos podem ter liquidado a posição comprada líquida, e que o mercado ainda aguarda para ver o quão vendidos eles ficaram.
O enfraquecimento das cotações do petróleo e a queda no preço da gasolina no Brasil também geraram expectativas de que as usinas do país possam alterar o mix de produção em favor do adoçante, reduzindo a fabricação de etanol.
“Uma das implicações primárias do Covid-19 para a oferta de commodities agrícolas é o panorama de produção de açúcar e etanol no centro-sul do Brasil”, destacou o JPMorgan em nota.

A trading de açúcar Czarnikow reduziu sua estimativa para o consumo global do adoçante neste ano em quase 2 milhões de toneladas, afirmando que a pandemia de coronavírus vai diminuir o uso do adoçante em países que impuseram medidas de isolamento.
O açúcar branco para maio recuou 12,50 dólares, ou 3,4%, para 342,50 dólares por tonelada.
Marcelo Teixeira e Nigel Hunt