Matérias-primas alternativas

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Acelen Renováveis dá início ao plantio da macaúba em Cachoeira (BA)

Área no recôncavo baiano foi escolhida para ser a primeira fazenda-modelo e iniciar plantação da matéria-prima para produção de biocombustíveis


Acelen Renováveis - Publicado: 22 Mai 2025 - 08:14
Acelen Renováveis dá início ao plantio da macaúba em Cachoeira (BA)

Primeiro plantio de mudas de macaúba em Cachoeira, no recôncavo baiano

Desde a assinatura do Memorando de Entendimento da Acelen Renováveis com o Governo da Bahia para produção de combustíveis renováveis, em 15 de abril de 2023, muita energia vem sendo empregada para o desenvolvimento do projeto na Bahia e em Minas Gerais. Nesses dois anos, segundo a companhia, foram feitas parcerias estratégicas para alavancar pesquisas e tecnologias para a materialização dos compromissos assumidos.

Nesta quarta-feira, 21, a Acelen Renováveis anuncia que já iniciou o plantio de mudas de macaúba para a produção de combustível sustentável de aviação (SAF) e diesel renovável (HVO). A área escolhida para a implantação da primeira fazenda-modelo está localizada na cidade de Cachoeira, no Recôncavo Baiano.

Na propriedade denominada Fazenda Campinas serão plantados, aproximadamente, 200 hectares. No total, a região deve chegar 1,5 mil ha cultivados, que receberão mais de 800 mil mudas de macaúba, transferidas do viveiro de Mucugê, na Chapada Diamantina, na Bahia.

“Acreditamos no potencial do estado e estamos onde os baianos também precisam. A escolha da área passou por rigoroso processo de diligências. Observamos a legislação e a realidade de ocupação no campo”, relata o COO da Acelen Renováveis, Marcelo Cordaro, que segue: “O terreno escolhido oferece condições agronômicas para a produção da macaúba. Além disso, a área está próxima de São Francisco do Conde, onde será construída nossa biorrefinaria”.

A Acelen Renováveis planeja iniciar a produção de SAF e diesel renovável com óleo vegetal e gordura animal não comestível a partir de 2027. A previsão da produção de combustíveis utilizando óleo de macaúba é a partir de 2030.

De acordo com a companhia, o projeto trará oportunidades como a geração de novos empregos, aumento da arrecadação de impostos municipais e estaduais, melhorias nos índices de desenvolvimento da região e recuperação ambiental. A empresa prevê a contratação de cerca de 200 pessoas para trabalhar na fazenda-modelo.

“Nosso compromisso com a região é forte e já mostramos o impacto positivo da nossa chegada há três anos com a Refinaria de Mataripe. Agora, é a vez da Acelen Renováveis participar e apoiar o desenvolvimento de Cachoeira”, afirma Cordaro.

Participaram do plantio simbólico lideranças das comunidades e autoridades governamentais, que foram recebidos por Marcelo Cordaro; pelo vice-presidente de comunicação, ESG e relações institucionais da Acelen, Marcelo Lyra; e pelo vice-presidente de recursos humanos e responsabilidade social, João Raful.

Entres as autoridades governamentais, estavam presentes: a prefeita e a vice-prefeita de Cachoeira, Eliana Gonzaga e Cristina Soares; o secretário de agricultura e pesca, Diego Araújo; o secretário de obras e meio ambiente, João Salomão; e o presidente da câmara dos vereadores, Josmar Barbosa.

“Nosso município volta a assumir o pioneirismo e protagonismo, desta vez, na transição energética global. Este é um momento histórico e de esperança na transformação da realidade econômica dos agricultores familiares e da região”, afirma Eliana Gonzaga.

Além disso, representando o governador estadual, compareceram: o secretário de desenvolvimento econômico da Bahia, Angelo Almeida; e o secretário da agricultura, pecuária, irrigação, pesca e aquicultura, Pablo Barrozo. A deputada estadual Fabiola Mansur (PSB-BA) também marcou presença

Almeida ressaltou o Programa Estadual de Transição Energética (Protener) e a atração de investimentos como os da Acelen Renováveis. “Grandes projetos como este trazem uma nova expectativa para o mundo e está sendo desenvolvido em Cachoeira, colocando a Bahia como protagonista da economia verde e da produção de biocombustíveis”, disse.

Projeto de combustíveis renováveis

O centro de inovação tecnológica agroindustrial Acelen Agripark, em construção em Montes Claros (MG), deve marcar o início das iniciativas estratégicas da empresa. Para a companhia, ele é fundamental para o desenvolvimento da cadeia de valor da macaúba.

A planta brasileira de alto poder energético é, segundo a Acelen, até dez vezes mais produtiva por hectare plantado em comparação à soja. Outro marco da iniciativa, também conforme a companhia, foi a primeira extração industrial de óleo de macaúba em fluxo contínuo, utilizando tecnologia inédita, no início deste ano.

A Acelen Renováveis prevê investimento inicial de US$ 3 bilhões para sua primeira unidade integrada de produção de biocombustíveis. Serão cultivados 180 mil hectares nos estados baiano e mineiro, transformando pastagens degradadas em florestas produtivas e permitindo a produção de 1 bilhão de litros de combustíveis por ano na sua primeira biorrefinaria na Bahia, em São Francisco do Conde.

Cerca de 20% das plantações do projeto serão compostas por parcerias com a agricultura familiar e pequenos produtores. A implantação total prevê a geração de até 85 mil empregos diretos e indiretos, injetando cerca de US$ 40 bilhões na economia brasileira ao longo de dez anos.

Além disso, a Acelen relata que os biocombustíveis serão totalmente drop-in, ou seja, não precisarão de nenhum ajuste na engenharia dos motores para recebê-lo. Para completar, eles terão potencial de reduzir em até 80% as emissões de CO2 em comparação aos combustíveis tradicionais, sem considerar o sequestro de carbono da plantação.

Entre os parceiros da Acelen Renováveis para a produção de biocombustíveis a partir da macaúba estão empresas de consultoria, tecnologia, engenharia e pesquisas agrícolas, como a Honeywell, Alfa Laval, AFRY, Universidade Federal de Viçosa (UFV), MultiCropsPlus, Inflor, Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) , Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Universidade de Davis na California (UCDavis) e Universidade Federal do Vale do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM).