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Acelen Renováveis realiza primeira extração industrial de óleo de macaúba

A empresa também iniciou o plantio da planta brasileira em teste de alta produtividade


Acelen Renováveis - Publicado: 07 Fev 2025 - 14:57
Acelen Renováveis realiza primeira extração industrial de óleo de macaúba

Equipe da Acelen Renováveis comemora a primeira extração industrial de óleo de macaúba. Da esquerda para a direita: Juliano de Paula (gerente de engenharia), Victor Barra (diretor de agronegócios), Marcelo Cordaro (COO) e Alexandre Nagata (gerente de SSMA)

A Acelen Renováveis, empresa de energia criada pelo fundo Mubadala Capital, anunciou nesta sexta-feira, 7, a primeira extração de óleo em fluxo contínuo em escala industrial da macaúba no Acelen Agripark, centro de inovação tecnológica agroindustrial da companhia.

O local, em construção na cidade de Montes Claros (MG), foi criado com o objetivo de promover o aumento da eficiência da matéria-prima, garantindo a sustentabilidade em todas as etapas da cadeia.

De acordo com a empresa, a primeira extração industrial de óleo de macaúba pode ser considerada um feito histórico, obtido por meio de uma tecnologia inédita. Ainda segundo a Acelen, até então, todos os processos de extração de óleo da macaúba ocorreriam em ambientes laboratoriais, o que impossibilitava a condição de escalabilidade.

As linhas de extração, criadas pela equipe de engenharia da Acelen Renováveis e de empresas parceiras, tornaram possível a retirada contínua. Para isso, foi realizado o desenvolvimento de equipamentos exclusivos e adaptados para a macaúba.

Diretor de agronegócios da Acelen Renováveis, Victor Barra destaca que a conquista comprova que a empresa aposta em uma nova cadeia produtiva, sustentável e de alto impacto. Segundo o executivo, este é apenas o começo de uma trajetória que posiciona a macaúba como protagonista na transição energética global.

“A primeira extração industrial de óleo de macaúba realizada no Acelen Agripark é algo extraordinário, resultado da combinação entre tecnologia pioneira, inovação e a dedicação incansável da nossa equipe agroindustrial. Estamos criando um legado que combina descarbonização, desenvolvimento sustentável e geração de valor social e econômico”, ressalta.

Primeiras mudas

Em janeiro, a Acelen Renováveis já havia dado outro passo em relação à macaúba, com o plantio das primeiras 85 mudas no Agripark. Segundo a companhia, isso simboliza o início de um ciclo de avaliação agronômica detalhada, com foco no desenvolvimento das plantas em condições reais de campo.

Segundo Victor Barra, as mudas são fruto dos conhecimentos da equipe, que vem aprimorando técnicas de produção para garantir produtividade e eficiência agronômica. “O Agripark será o grande laboratório a céu aberto para a domesticação da macaúba, viabilizando uma cultura estratégica para descarbonização e a produção de bioenergia em larga escala”, acredita.

De acordo com a Acelen Renováveis, a aposta da empresa é em um projeto “ambicioso e inédito”, focado na produção de combustíveis renováveis a partir da macaúba, que é de sete a dez vezes mais produtiva por hectare em comparação à soja. Ainda segundo a empresa, serão investidos em torno de US$ 3 bilhões na unidade integrada para produção de combustíveis renováveis, hidrogênio verde e combustível sustentável de aviação (SAF).

A Acelen ainda declara o objetivo de transformar pastagens degradadas em plantações de macaúba para a produção de 1 bilhão de litros de combustíveis por ano em sua primeira planta na Bahia. Os biocombustíveis da companhia devem ser totalmente drop in, com potencial de reduzir em até 80% as emissões de CO2, em comparação às opções fósseis.

Para isso, também conforme a empresa, serão utilizados 180 mil hectares de pastagens degradadas em Minas Gerais e na Bahia. Além disso, 20% dessas plantações serão destinadas à parceria com agricultura familiar e pequenos produtores. No total, a companhia projeta a geração de 85 mil empregos para a implementação da cadeia produtiva.