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Abengoa coloca à venda usinas de etanol e espera receber 1 bilhão de euros por divisão de bioenergia

abengoa-261115Com uma dívida que ultrapassa 8,9 bilhões de euros, Abengoa decidiu colocar a venda sua divisão de Bioenergia, incluindo as usinas de etanol em Pirassununga e São João da Boa Vista

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Com uma dívida que ultrapassa 8,9 bilhões de euros, a Abengoa decidiu colocar a venda sua divisão de Bioenergia, incluindo as duas usinas de etanol que possui em Pirassununga e São João da Boa Vista, no Estado de São Paulo.

Com relação às fábricas do Brasil a empresa já estaria analisando uma oferta de uma empresa local.

A empresa afirmou que espera receber 1 bilhão de euros por todos os ativos de bioenergia.

A divisão de bioenergia possui duas usinas no Brasil, em Pirassununga e São João da Boa Vista, no Estado de São Paulo. Segundo informações do site da empresa, nos Estados Unidos, além de seis usinas de produção de etanol, a companhia possui uma planta concentrada na tecnologia da biomassa e uma voltada para novas tecnologias. Na Europa, onde a Abengoa está em países como Espanha, França e na Holanda, a companhia tem cinco usinas de etanol, uma de biodiesel e mais uma planta concentrada em biomassa e novas tecnologias.

Veja a seguir os detalhes do plano de reestruturação elaborado pela empresa de acordo com fontes conhecedoras do processo de reestruturação.

Com uma dívida que ultrapassa 8,9 bilhões de euros, a Abengoa decidiu colocar a venda sua divisão de Bioenergia, incluindo as duas usinas de etanol que possui em Pirassununga e São João da Boa Vista, no Estado de São Paulo.

A companhia inclusive já recebeu ofertas pelo braço de bioenergia, que inclui ativos no Brasil, EUA e Europa. A empresa espera receber 1 bilhão de euros com a transação.

As informações constam no plano de recuperação da empresa e contradizem o que vem sendo declarado pela Abengoa Bioenergia aqui no país, que vinha frisando que não era o fim das atividades no setor sucroenergético brasileiro da empresa.

Segundo fontes conhecedoras do processo de reestruturação da companhia, que falaram com o jornal espanhol elEconomista, após a reestruturação, a companhia espanhola vai concentrar suas atividades no setor de engenharia, liderada por sua subsidiária Abeinsa. Embora vá se desfazer de ativos do negócio de energia renovável, manterá em sua estrutura o negócio de energia solar e água.

Venda da Abengoa Bioenergia

A colocação da Abengoa Bioenergia à venda é um dos principais pontos do plano de reestruturação da empresa.

O grupo estuda a opção de dividir a venda nas três regiões onde opera com bioenergia: Europa, EUA e Brasil. Segundo fontes do mercado, a Abengoa já despertou o interesse de fundos de investimento e, no caso do Brasil, de uma empresa local. O valor combinado dos ativos, segundo a expectativa da Abengoa, seria de 1 bilhão de euros.

A divisão de bioenergia possui duas usinas no Brasil, em Pirassununga e São João da Boa Vista, no Estado de São Paulo. Segundo informações do site da empresa, nos Estados Unidos, além de seis usinas de produção de etanol, a companhia possui uma planta concentrada na tecnologia da biomassa e uma voltada para novas tecnologias. Na Europa, onde a Abengoa está em países como Espanha, França e na Holanda, a companhia tem cinco usinas de etanol, uma de biodiesel e mais uma planta concentrada em biomassa e novas tecnologias.

O plano de viabilidade da Abengoa revela que a empresa pretende manter uma posição estratégica no negócio solar, na qual já é uma das líderes mundiais. Além disso, a Abengoa espera fechar a transferência de fábricas na Espanha, na Alemanha e no Oriente Médio, além da venda de edifícios e terrenos por um montante que gira em torno dos 150 milhões de euros.

Os contornos do plano foram apresentados nesta terça-feira e passará pelo crivo dos credores para aprovação final na próxima segunda. A partir daí, a empresa terá que entrar em acordo com bancos e acionistas a reestruturação da sua dívida.

Fragilidade financeira

A exemplo do que acontece no Brasil, a matriz tem demonstrado sua fragilidade financeira ao não realizar pagamentos, além de encontrar-se com obras paradas. Conforme aponta o elEconomista, a Interstate Commodities, uma empresa de Nova York, entrou com uma ação nesta semana no Tribunal de St. Louis por causa de pagamentos não realizados.

Na semana passada, antes do plano de reestruturação ser apresentado, a divisão responsável pela Bioenergia da empresa havia sido taxativa em resposta ao NovaCana: “não vamos parar nossas atividades no setor sucroenergético brasileiro". Informando oficialmente que estava “desenvolvendo um trabalho forte de reestruturação financeira, com o objetivo principal de saldar as dívidas com todos os nossos fornecedores”. Além disso, a companhia deu a entender que está se movimentando para operar na safra 2016/17.

Há uma atmosfera de certo pessimismo entre os credores bancários da Abengoa, que inclui instituições financeiras como o Santander, Popular, Caixabank, Sabadell e Bankia. A razão seria a resistência da companhia e de seu presidente em fornecer informações para KPMG, consultoria que está assessorando os bancos em relação à divida da empresa. A própria consultoria declarou que a "Abegoa não facilita". A grande questão é que ainda não foi esclarecida qual a real dívida do grupo e qual a liquidez necessária para atender folha de pagamento e despesas para manter a Abengoa funcionando.

Abengoa vai se desfazer de outros projetos

Além dos ativos brasileiros, a empresa pretende se desfazer de usinas de dessalinização em Gana, usinas de energia solar na África do Sul, Abu Dhabi, Chile e Argélia, linhas de energia, no Peru, um centro de água nos Estados Unidos, um parque eólico no Uruguai, uma planta de cogeração e uma central de ciclo combinado no México e sistemas fotovoltaicos em Espanha. Todas estas vendas e a eliminação de certos países no projeto da companhia, terão consequências para a força de trabalho da Abengoa, que nas últimas semanas demitiu cerca de 500 funcionários temporários, dos mais de 24 mil que possui em todo o mundo.

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