Um resumo dos principais resultados do segmento que registrou um volume recorde de produção em 2014
A performance da maior indústria de etanol do mundo, que em 2014 registrou um volume recorde de produção, resumida a seguir com os principais resultados do segmento.
A Associação dos Combustíveis Renováveis dos Estados Unidos (RFA, na sigla em inglês) divulgou na semana passada um relatório anual em que detalha a performance da indústria em 2014.
O portal NovaCana apresenta, a seguir, um resumo dos principais resultados do segmento, que em 2014 registrou um volume recorde de produção.
Produção recorde
Em resposta a uma demanda doméstica e global “sem precedentes”, as usinas americanas produziram 54 bilhões de litros de etanol em 2014, ultrapassando o recorde anterior, registrado em 2011, de 52,5 bilhões de litros.
O país tem hoje 213 usinas de etanol instaladas em 29 estados. Deste total, 198 estão operando e outras três estão em processo de construção ou ampliação.

Exportações
Em 2014, as exportações americanas de etanol atingiram a marca de 3,1 bilhões de litros. Os principais destinados foram o Canadá, Brasil, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, União Europeia, Índia, Coreia do Sul, México, Jamaica e Tunísia.

A RFA vê na exportação do combustível “um mundo de oportunidades”. Segundo estimativas da associação, se os 15 principais mercados mundiais de gasolina adotassem uma mistura de ao menos 5%, a demanda adicional gerada por estes países seria superior a 24,5 bilhões de litros.

Nos últimos anos, a RFA participou de missões para promover o renovável produzido a partir do milho em países como a China, Filipinas, Cingapura, Coreia do Sul, Japão, Brasil, Panamá e Peru.

Etanol celulósico
A produção de etanol celulósico deixou de ser apenas um sonho e passou a ser uma realidade no país em 2014, com a inauguração da usina 2G da Poet-DSM em Emmetsburg, Iowa. Outras usinas e tecnologias para a produção do combustível foram anunciadas pela Abengoa, Quad County Corn Processors e DuPont, a primeira no Kansas e as outras duas no estado de Iowa.
O documento da RFA também destaca a geração de créditos de biocombustíveis, conhecidos como RIN (Renewable Identification Number). O RIN serve para identificar, medir e rastrear todo lote de combustível renovável comercializado nos EUA e pode ser comercializado como moeda no RFS.

Contribuição para a economia
A produção de 54 bilhões de litros de etanol em 2014 trouxe, segundo a RFA, uma série de benefícios para a economia do país. No ano, foram criados 83.949 empregos diretos e 295.265 indiretos. A contribuição para o produto interno bruto (PIB) do país é estimada em U$ 52,7 bilhões. A tabela abaixo aponta a evolução da contribuição do etanol milho ao PIB dos EUA.

Dependência da importação de petróleo com e sem etanol
Ainda segunda a RFA, o desenvolvimento da indústria de etanol contribuiu também para a redução da necessidade de importação de petróleo pelos Estados Unidos. Em 2014, 47% do petróleo processado no país era importado. Considerando todos os derivados do petróleo, cerca de 28% das importações foram destinadas a atender as necessidades do país naquele ano. Sem a produção de 54 bilhões de litros de etanol, este percentual aumentaria para 35%.

A tabela abaixo mostra a quantidade de petróleo que deixou de ser importada em função da produção de etanol (em milhões de barris de petróleo).

Detalhes adicionais
Outros detalhes, como a contribuição da indústria de etanol de milho para a alimentação de animais, os estados onde o E15 é vendido, entre outras informações, estão disponíveis aqui.
Leonardo Siqueira – NovaCana
