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6 estratégias para as usinas aproveitarem momento favorável

cana-colheita-111115Os movimentos que permitirão a recuperação econômico-financeira do setor no curto prazo já estão postos no tabuleiro segundo o diretor da Job Economia e Planejamento, Julio Maria Borges

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Os movimentos que permitirão a recuperação econômico-financeira do setor no curto prazo já estão postos no tabuleiro segundo o diretor da Job Economia e Planejamento, Julio Maria Borges. A pergunta que deve ser respondida agora é: quem, diante do cenário, vai conquistar mais espaço considerando as regras de sobrevivência do mercado?

As condições para a recuperação econômico-financeira do setor no curto prazo estão dadas. Os já conhecidos déficit de oferta global de açúcar e a demanda crescente de etanol combustível no Brasil representam a chance para se criar um ambiente favorável à retomada de bons resultados na atividade.

No entanto, apesar dos riscos e das oportunidades que cada cenário traz, a maior ponderação segundo Borges está sobre quem detém as condições de se recuperar nesse momento favorável.

“Não é o mais forte da espécie que sobrevive, nem o mais inteligente, mas é aquele que responde melhor e mais rápido às mudanças”. É com a célebre frase de Charles Darwin que o diretor da Job Economia e Planejamento, Julio Maria Borges, alerta sobre quais são os grupos empresariais que terão melhores condições de conquistar mais espaço perante às regras de sobrevivência do mercado.

As condições para a recuperação econômico-financeira do setor no curto prazo estão dadas. Os já conhecidos déficit de oferta global de açúcar e a demanda crescente de etanol combustível no Brasil representam a chance para se criar um ambiente favorável à retomada de bons resultados na atividade.

No entanto, apesar dos riscos e das oportunidades que cada cenário traz, a maior ponderação segundo Borges está sobre quem detém as condições de se recuperar nesse momento favorável.

Como já é usual destacar sobre o setor, o profissional aponta que existe uma minoria de grupos muito bem administrados e são esses que devem ser considerados na revisão do modus operandi de gestão das usinas.

Estratégia 1: Administração financeira prudente

Sobre o que chama de necessidade de reinvenção da indústria sucroenergética no Brasil, Borges, em artigo assinado na revista Opiniões, aponta a correta gestão como um item fundamental, especialmente para reduzir custos e se preparar para a competição de médio e longo prazo.

O diretor da Job avalia que um dos primeiros pontos a serem aprendidos com o ‘grupo de elite’ do mercado sucroalcooleiro é a administração financeira prudente. É importante a busca permanente de custos mínimos e prioridades de investimentos ordenados por retorno esperado. “Não dá para trabalhar eficientemente sem transparência nas informações e sem fazer contas corretas”, afirma.

Estratégia 2: Entender o mercado de commodities

Dentro disso, empresas precisam estar preparadas para lidar com a oscilação dos cenários e abandonar a crença de que preços altos são para sempre. Borges acredita que deve ficar sob perspectiva o fato de que o setor trabalha com commodities que estão à mercê de altas e baixas.

Por essa razão, no curto prazo os desafios não estarão relacionados ao volume de vendas. Tudo que for produzido deverá ser vendido, garante o diretor da Job, mas ele acrescenta: “o desafio é vender bem”.

A ideia central é a maximização das receitas. “Os mercados oferecem, ao longo da safra, momentos melhores de venda dos produtos. Aproveitar esses momentos dá um diferencial competitivo relevante aos players do setor”, indica.

Já do ponto de vista do bem-estar financeiro, a atenção deve estar depositada nas altas e baixas do câmbio, especialmente sendo o segmento sucroenergético predisposto à atratividade das ofertas de financiamento em dólares.

Estratégia 3: Saber agir diante dos riscos

Partindo para uma visão de longo prazo, Borges destaca a habilidade dos grupos mais sólidos em gerir crises. Por um lado o mundo global e a internet trazem uma gama de possibilidades e dão acesso a uma série de informações para as empresas, aponta. Por outro, exige do gestor a habilidade de dar respostas rápidas e acelerar o processo decisório para minimizar os riscos do negócio e proteger os resultados esperados.

A carência de um comportamento sistemático de prevenção ainda no planejamento, e de ação diante dos riscos, ficou clara no setor com a desvalorização do real, que se tornou agravante devido a associação das dívidas em dólar americano.

Outro exemplo apontado por Borges foi a não fixação de preços de exportação do açúcar da safra 2016/17 nos últimos quatro meses, justo “quando os preços ao produtor mais que remuneravam o custo total de produção e estavam tão bons como aqueles de 2011, o momento de maior preço médio do açúcar nos últimos 10 anos”, assinala.

Estratégia 4: Criação de Conselhos de Administração e Consultivos

Ele também aponta a necessidade de implantação de Conselhos de Administração e Consultivos para contribuir para o processo de tomada de decisões e a avaliação de desempenho.

Estratégia 5: Valorização profissional

O diretor da Job ainda argumenta sobre a necessidade do processo de profissionalização como estratégia para melhores resultados. Para isso seriam necessárias diretrizes claras e consistentes, segundo ele, em programas de remuneração por resultados, planos de carreira, avaliação de desempenho, entre outras práticas que fortaleçam as áreas de gestão de pessoas.

“As empresas precisam se preparar tanto para poder identificar talentos como para fortalecer os exemplos e valores construtivos na empresa, como honestidade, trabalho em equipe e competência”, indica.

Estratégia 6: Liderança confiante

Por fim, o diretor da Job reconhece que “o conjunto de considerações de gestão é muito mais fácil de listar do que executar”. Para que deem certo, segundo ele, é necessária uma liderança convicta de sua necessidade.

“É por esse motivo que poucas empresas têm performance acima da média. Aquelas que executam apenas parte das considerações constituem a média do setor. E, finalmente, aquelas que são negligentes com os desafios da boa administração estão abaixo da média e, possivelmente, não sobreviverão”, encerra.

Marina Gallucci – NovaCana

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