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As 28 empresas do setor sucroenergético que tiveram financiamento do BNDES

bndes predio 281014Confira a lista de empresas que o BNDES confiou seu dinheiro nos últimos 18 meses e o total contratado por cada uma

NovaCana 4 min de leitura

Com a crise das usinas atingindo níveis cada vez mais críticos, o crédito financeiro é imperativo para a sobrevivência de muitas empresas do setor. Mas, apesar do BNDES ter diversas linhas de financiamento e um volume de dinheiro que pode até ser considerado abundante, nem todas as empresas tem condições para tomar empréstimos.

Está é uma das críticas do setor produtivo, que, frequentemente, reclama que o dinheiro só chega para aqueles em situação mais tranquila.

Embora não seja possível conhecer as empresas que tiveram os empréstimos negados, o portal NovaCana fez um levantamento dos grupos do setor que nos últimos 18 meses (de janeiro de 2013 à junho de 2014) pegaram dinheiro do banco.

O volume contratado por cada empresa, os estados onde foram aplicados os recursos e outros detalhes estão a seguir.

Com a crise das usinas atingindo níveis cada vez mais críticos, o crédito financeiro é imperativo para a sobrevivência de muitas empresas do setor. Mas, apesar do BNDES ter diversas linhas de financiamento e um volume de dinheiro que pode até ser considerado abundante, nem todas as empresas tem condições para tomar empréstimos.

Está é uma das críticas do setor produtivo, que, frequentemente, reclama que o dinheiro só chega para aqueles em situação mais tranquila.

Embora não seja possível saber as empresas que tiveram os empréstimos negados, o portal NovaCana fez um levantamento dos grupos do setor que nos últimos 18 meses (de janeiro de 2013 à junho de 2014) pegaram dinheiro do banco.

Em 18 meses a o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) destinou ao setor sucroenergético R$ 4,348 bilhões, considerando apenas os valores contratados em operações classificadas como não automáticas (em geral de valores mais altos, superiores a R$ 10 milhões, em 2013, e R$ 20 milhões, em 2014, com algumas exceções).

Os dados compreendem as operações não automáticas realizadas entre janeiro de 2013 e junho de 2014. Em 2013 as contratações somaram R$ 3,084 bilhões por meio 36 diferentes operações. Já no primeiro semestre de 2014 foram 19 contratações que resultaram em R$ 1,265 bilhão.

Os principais contratantes

No período, os dois principais tomadores dos financiamentos do BNDES para o setor sucroenergético absorveram 45% dos recursos, enquanto os demais grupos registraram uma participação de até 7% no valor das contratações não automáticas.

Sozinha a Raízen, que possui 24 unidades produtoras de açúcar e etanol, contratou R$ 1,488 bilhão, equivalente a 34% dos recursos, e a Copersucar tomou R$ 476,6 milhões, 11%. Em seguida estão GranBio, Santa Terezinha e Odebrecht Agroindustrial que contrataram, respectivamente, 6,6%, 6,9% e 4,7% do valor total.

Outros 23 grupos respondem pela contratação de R$ 1,589 bilhão restante, 36,8%.

Distribuição geográfica

Nos 18 meses encerrados em junho deste ano, o estado de São Paulo concentrou 62,3% dos recursos contratados. No período foram destinados ao principal estado produtor do setor de açúcar e álcool R$ 2,7 bilhões, sendo R$ 1,819 bilhão somente em 2013.

Em seguida, os estados mais beneficiado com os desembolsos do BNDES foram o Paraná e o Mato Grosso do Sul que receberam, respectivamente, R$ 428 milhões e R$ 424 milhões, cada um cerca de 10% do total no período. Alagoas, Minas Gerais e Goiás completam os estados de destino com recursos equivalentes a 7%, 6% e 5% da receita total.

Contratações automáticas

As operações não automáticas diretas e indiretas contratadas nos 18 meses, representam 53,2% dos recursos contratos pelo setor durante o período. Outros R$ 3,827 bilhões foram contratados do BNDES através de operações indiretas automáticas, entretanto, ainda não há detalhes sobre as empresas contratantes e o destino desses recursos.

infografico BNDES parte 01 v2

Correção 28/10 - 10h32m: A primeira versão do infográfico mostrava equivocadamente que contratações em 2013 alcançaram R$ 2,877 bilhões, quando o valor correto é R$ 3,084 bilhões. O infográfico já encontra-se corrigido

Amanda SchArr - NovaCana

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