Em um contexto de crise econômica e setorial, as empresas envolvidas com os canaviais precisam extrair mais rendimento das lavouras. Afinal, produzir mais em uma área menor implica em redução de custos unitários e, consequentemente, maior lucratividade
Não basta ter uma grande área plantada e uma produção efetiva numerosa. Em um contexto de crise econômica e setorial, as empresas envolvidas com os canaviais precisam extrair mais rendimento das lavouras. Afinal, produzir mais em uma área menor implica em redução de custos unitários e, consequentemente, maior lucratividade.
Este é o caminho que empresas do setor tem concentrado seus – ainda que escassos – investimentos.

Não basta ter uma grande área plantada e uma produção efetiva numerosa. Em um contexto de crise econômica e setorial, as empresas envolvidas com os canaviais precisam extrair mais rendimento das lavouras. Afinal, produzir mais em uma área menor implica em redução de custos unitários e, consequentemente, maior lucratividade. Este é o caminho que empresas do setor tem concentrado seus – ainda que escassos – investimentos.
Levando em consideração os municípios que produziram mais de 300 mil toneladas em 2014, de acordo com a Pesquisa da Produção Agrícola Municipal (PAM), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cidade mineira de Araguari figura no topo da relação como a cidade que mais produziu cana-de-açúcar por hectare. O município mantém a posição que já ocupava em 2013, embora com uma redução representativa, de 16%, indo para 125,41 ton/ha ante 150 ton/ha.
Esse índice é superior ao de Uberaba (MG), que figura como a cidade que produziu o maior volume de cana-de-açúcar em 2014. Com relação à produtividade, o município ocupa a 52ª posição, com 85 ton/ha. Caso tivesse o mesmo rendimento de Araguari, a produção de Uberaba passaria de 6,9 milhões de toneladas para 10,2 milhões – um crescimento de 48%.
Entre as 100 cidades que mais produziram cana-de-açúcar, apenas 28 se encontram entre as 100 com maior produtividade. São elas: Jataí (GO), Paracatu (MG), Miguelópolis (SP), Rio Verde (GO), Chapadão do Céu (GO), Casa Branca (SP), Sales Oliveira (SP), Quirinópolis (GO), Itumbiara (GO), Uberaba (MG), Guaíra (SP), Dois Córregos (SP), Boa Esperança do Sul (SP), Paulo de Faria (SP), Guará (SP), Guariba (SP), Bom Jesus de Goiás (GO), Angélica (MS), Ibitinga (SP), Vila Propício (GO), Jaboticabal (SP), Goiatuba (GO), Santa Helena de Goiás (GO), Frutal (MG), Campo Florido (MG), São Joaquim da Barra (SP), Barretos (SP) e Ituverava (SP).
São Paulo tem queda significativa nos resultados
Assim como já havia sido observada uma diminuição na produção total de São Paulo, motivada por fatores climáticos, as principais ausências na lista de produtividade também são referentes a municípios do estado. Um exemplo é União Paulista, que ocupava a quinta posição no ano anterior. A cidade manteve sua área colhida em 4.400 hectares, mas teve uma queda de 27,3% na produção, com 352 mil toneladas de cana-de-açúcar. Assim, o rendimento médio da cidade caiu de 110 ton/ha para 80 ton/ha.
Na sequência, Fernando Prestes, que ocupava o sexto lugar, viu seu rendimento médio cair de 105,88 ton/ha para 60,2 ton/ha. A cidade enfrentou uma diminuição de 43,1% na produção de cana-de-açúcar ao passar de 1,5 milhão de toneladas para 529,8 mil toneladas.
Além disso, São Paulo lidera a lista das cidades menos produtivas com os municípios Teodoro Sampaio e São Pedro, que registram rendimento médio de 33 ton/ha e 42,3 ton/ha, respectivamente. Em 2014, o estado também posicionou seis cidades entre as 10 mais improdutivas da região Centro-Sul – no ano anterior, contudo, nenhum município paulista havia aparecido nessa relação.

Renata Bossle – NovaCana