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As 100 cidades com os canaviais mais produtivos de 2018 – e os 15 mais improdutivos por região

Produtividade dos canaviais vem diminuindo no país nos últimos anos; rendimento entre os maiores produtores também teve queda

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A produtividade é um dos indicadores mais importantes para as sucroenergéticas. Afinal, o rendimento do canavial determina a quantidade de produto que vai ser comercializado – e isto influencia diretamente na receita das empresas. Além disso, como a maior parte dos custos fixos está concentrada no campo, um bom desempenho significa uma diluição nos gastos.

Especialistas na safra de cana-de-açúcar vêm indicando que a produtividade no Centro-Sul do país está em queda, especialmente devido ao clima. Como o canavial brasileiro está cada vez mais envelhecido, ele está mais sujeito às variações climáticas, o que piora suas condições.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produtividade nacional vem caindo desde 2009. Em 2014, ela atingiu o ponto mais baixo, com 70,63 toneladas por hectare, mas o dado de 2018 é o quarto mais baixo na análise histórica, 74,37 t/ha.

A nível estadual, mesmo o principal produtor de cana brasileiro vem observando quedas nos últimos anos. Em 2018, São Paulo registrou 77,95 t/ha de produtividade, o melhor resultado dentre os principais produtores, mas inferior ao observado nos dois anos anteriores.

Já em relação às cidades, e desconsiderando as que produziram menos de 300 mil toneladas de cana em 2018, 19 atingiram mais de 100 t/ha no ano – número menor que em 2017 e 2016, quando eram 22 municípios.

Por outro lado, o número de cidades que tiveram rendimento abaixo de 60 t/ha também diminuiu em relação aos dois anos anteriores, o que pode indicar uma ligeira melhora no panorama geral.

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Confira, na versão completa, o ranking das 100 cidades mais produtivas e os canaviais mais improdutivos em 2018, além de comparações com os anos anteriores.

A produtividade é um dos indicadores mais importantes para as sucroenergéticas. Afinal, o rendimento do canavial determina a quantidade de produto que vai ser comercializado – e isto influencia diretamente na receita das empresas. Além disso, como a maior parte dos custos fixos está concentrada no campo, um bom desempenho significa uma diluição nos gastos.

Especialistas na safra de cana-de-açúcar vêm indicando que a produtividade no Centro-Sul do país está em queda, especialmente devido ao clima. Como o canavial brasileiro está cada vez mais envelhecido, ele está mais sujeito às variações climáticas, o que piora suas condições.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produtividade nacional vem caindo desde 2009. Em 2014, ela atingiu o ponto mais baixo, com 70,63 toneladas por hectare, mas o dado de 2018 é o quarto mais baixo na análise histórica, 74,37 t/ha.

A nível estadual, mesmo o principal produtor de cana brasileiro vem observando quedas nos últimos anos. Em 2018, São Paulo registrou 77,95 t/ha de produtividade, o melhor resultado dentre os principais produtores, mas inferior ao observado nos dois anos anteriores: 79,14 t/ha e 79,22 t/ha, respectivamente. Inclusive, a queda de 1,6% foi a maior na comparação entre 2017 e 2018.

Já Goiás se manteve como o estado com a segunda maior produtividade dentre os cinco maiores produtores, com um aumento de 0,57% no indicador, que chegou a 77,8 t/ha. Esta foi a segunda maior variação positiva no comparativo entre os anos – a primeira foi o crescimento de 3,19% do Mato Grosso do Sul, que ficou na quarta posição novamente, com 73,16 t/ha.

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Mantendo a última posição vem o Paraná, com 65,53 t/ha, após a redução de 1,14% entre os dois anos. Este é o menor valor do estado na análise histórica. Além disso, na comparação entre 2009 e 2018, a queda observada pelo estado foi de 27,53%. Em 2009, o estado tinha a maior produtividade do país, empatado com Goiás: 90,42 t/ha.

Analisando o desempenho na década, todos os estados tiveram redução na produtividade – confirmando a tendência de queda relacionada à situação dos canaviais. A menor queda foi de 5,44%, em Minas Gerais, terceiro lugar dentre os estados em 2018.

Já o estado mais improdutivo do país segue sendo Roraima, com 7,6 t/ha. Após a queda de 58,96% entre os dois últimos anos, o estado se mantém no último lugar no ranking, conforme observado desde 2014.

Os dados do IBGE se referem à produção de cana-de-açúcar no período de janeiro a dezembro de 2018 e englobam outros fins, além da produção de açúcar e etanol, como a fabricação de bebidas.

As cidades com os canaviais mais produtivos

Em relação às cidades, e desconsiderando as que produziram menos de 300 mil toneladas de cana em 2018, 19 atingiram uma produtividade de mais de 100 t/ha. O número de municípios é menor que o registrado em 2017 e 2016, quando eram 22, sendo o mesmo de 2015.

Em relação à produção, essas 19 cidades correspondem a 2,6% do total nacional e a 2,82% dentre as que produziram acima de 300 mil toneladas de cana em 2018.

Os destaques em produtividade já apareceram no ano passado: Jataí, de Goiás, Vargem Grande do Sul e Urânia, de São Paulo, mantiveram os primeiros lugares – como observado desde 2016 – com o rendimento de 120 t/ha. Entre elas, a maior produção fica com a primeira: 2,88 milhões de toneladas, assim como em 2017.

Já Uru, também de São Paulo, caiu três posições, pois registrou uma redução na produtividade em 2018, ficando com 110 t/ha e quebrando a tendência alta dos últimos três anos. Este é o mesmo valor de Jaci (SP), que subiu seis posições após o aumento de produtividade na comparação com 2017.

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Outras cidades que melhoraram suas posições entre os dois anos foram Cordeirópolis (SP), Juazeiro (BA) – que ficou em 4º lugar, com o rendimento de 112,67 t/ha – e Emilianópolis (SP). Já São José da Bela Vista (SP), Itapura (SP) e Pontalinda (SP) caíram.

Além disso, algumas cidades saíram dos 20 destaques de produtividade em 2018, na comparação com 2017: Uchoa (SP), Palestina (SP) – cujo resultado passou de 106,06 t/ha para 63,62 t/ha entre os dois anos –, Potirendaba (SP), Cedral (SP), Suzanápolis (SP), Monte Mor (SP), Boituva (SP) e Ibirarema (SP).

Por outro lado, Minas Gerais entrou na lista dos 20 destaques graças à presença de Uberlândia e Nova Ponte no ranking, em oitavo e 20º lugares, respectivamente. Além do estado mineiro, São Paulo tem 14 representantes na lista, Goiás tem três e Bahia tem um.

Já no ranking das 100 cidades mais produtivas do Brasil, 62 são paulistas – número menor que o de 2017 – 14 são goianas, 12 são de Minas Gerais, seis são paranaenses, cinco são sul-mato-grossenses e uma é da Bahia.

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Dentre elas, a que apresentou a menor produtividade foi Pradópolis (SP), com 85 t/ha, o que representou uma queda em relação a 2017, quando o menor resultado era de Iracemápolis (SP), com 86,65 t/ha. Em 2018, 13 cidades ficaram abaixo do menor resultado do ano anterior.

E dentre os mais de 500 municípios que produziram mais de 300 mil toneladas em 2018, 344 são de São Paulo, 49 do Paraná, 47 de Goiás e 44 de Minas Gerais. Tirando o estado mineiro, que manteve o número de 2017, todos os outros tiveram reduções nas suas participações, ou seja, aumentou a relevância de menores produtores no ranking total.

Quantidade não indica rendimento

A relação entre melhor produtividade e uma maior produção total não é direta, de acordo com os dados do IBGE. Por exemplo, nenhuma das cinco cidades que mais produzem cana-de-açúcar no país está bem posicionada no ranking de produtividade.

Morro Agudo (SP) ocupa o 161º lugar pelo segundo ano consecutivo; já Rio Brilhante (MS) caiu para a 178º posição; Uberaba (MG) ficou em 168º após uma redução de rendimento de 10 t/ha; Nova Alvorada do Sul (MS) ficou em 464º; e Quirinópolis (GO), em 272º, também com uma grande redução entre os dois anos.

Delas, a que possui o maior indicador em 2018 é Morro Agudo, com 82 t/ha, seguida de Uberaba, com 81 t/ha, Rio Brilhante, com 80,2 t/ha, Quirinópolis, com 78,3 t/ha e, por último, Nova Alvorada do Sul, com 65,2 t/ha.

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Na comparação com 2017, o destaque fica com Morro Agudo, que subiu da quinta para a primeira posição dentro deste grupo de municípios. Uberaba, que estava empatada em primeiro lugar, caiu para o segundo. Já Rio Brilhante se manteve em terceiro e Quirinópolis, em quarto.

Considerando que Morro Agudo não apresentou variação no rendimento entre os dois anos, é possível concluir que foram os outros grandes produtores que reduziram seus indicadores de produtividade.

Os canaviais mais improdutivos do Brasil

Sem considerar os municípios com produção inferior a 300 mil toneladas de cana, 60 cidades tiveram rendimento abaixo de 60 t/ha em 2018. Este número é menor que o de 2017 (86) e até que o de 2016 (65), o que pode indicar uma ligeira melhora no panorama geral.

Neste recorte, a cidade que apresentou o pior rendimento agrícola foi Moreno (PE), com 35,3 t/ha – ainda assim, seu indicador está acima do menor de 2017, Ribeirão (PE), com 30,57 t/ha. Inclusive, Moreno foi a única cidade com rendimento abaixo de 40 t/ha em 2018.

Dentre os dez piores rendimentos, aparecem uma cidade de São Paulo, duas do Rio de Janeiro, e oito da região Norte-Nordeste.

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Especificamente na região Centro-Sul, Campo dos Goytacazes (RJ) teve o pior rendimento em 2017, com 40 t/ha, e empatou com a também fluminense São Francisco de Itabapoana no primeiro lugar em 2018. Já Itaí (SP) vem em seguida com 45 t/ha.

O estado com mais cidades com baixo rendimento, conforme o filtro utilizado, é Pernambuco, com oito: além das duas já citadas, aparecem Gameleira, Sirinhaém, Itambé, Amaraji, Vicência e Igarassu. O estado inverteu posições com o Paraná, que, em 2017, tinha o maior número de cidades com baixo rendimento, sete, um valor que se repetiu em 2018. Estão na lista: Paranavaí, Ivaté, Inajá, Cruzeiro do Sul, Umuarama, Icaraíma e Cruzeiro do Oeste.

Minas Gerais não aparece neste recorte, já que seu município com menor rendimento é Pompéu, com 58 t/ha. Já São Paulo, que só aparecia uma vez em 2017, agora aparece duas – além de Itaí, citada anteriormente, há Icém, com 55 t/ha.

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Rafaella Coury – NovaCana

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