Safra 2016/17 foi a segunda maior já registrada no Brasil. Confira as 100 principais cidades responsáveis por esse resultado. E mais: volumes de produção de cana de mais de três mil cidades
As safras 2015/16 e 2016/17 apresentaram bons resultados para as usinas do Centro-Sul, com moagens superiores a 600 milhões de toneladas. Esses resultados se refletem nos números de produção de cana-de-açúcar por município.
De janeiro a dezembro de 2016 – considerando também a cana-de-açúcar para fins que vão além do setor de açúcar e etanol, como a produção de bebidas –, foram produzidas 768,68 milhões de toneladas em todo o país, aproveitando uma área de 10,23 milhões de hectares. Esses valores representam um crescimento de 2,7% na quantidade de cana e uma expansão agrícola de 1,3% em relação à 2015. Com isso, o rendimento dos canaviais subiu de 74,2 t/ha para 75,2 t/ha.
Contudo, o bom resultado se deve primordialmente à moagem da região Centro-Sul. Das 100 cidades que mais produziram cana em 2016, 66 são de São Paulo, 11 de Goiás, nove do Mato Grosso do Sul, sete de Minas Gerais e quatro de Mato Grosso, enquanto as três restantes são de Paraná, Alagoas e Tocantins.
A partir desses dados, o NovaCana traz uma reportagem com gráficos e tabelas apresentando os principais dados das 100 cidades com maior produção de cana em 2016, além de uma planilha interativa detalhada com a evolução anual de todos os municípios produtores do país.
Com relação às cidades com maior produção de cana-de-açúcar em 2016, Morro Agudo (SP) ainda se destaca como o município com a maior área plantada do Brasil e uma produção de 7,95 milhões de toneladas. Entretanto, ele perdeu a primeira posição no ranking para Rio Brilhante (MS), com 8,5 milhões de toneladas.

O município sul-mato-grossense, aliás, tem registrado uma trajetória impressionante de evolução na produção nos últimos três anos – entre 2015 e 2016, inclusive, o crescimento foi de 33,2%. Além disso, enquanto Morro Agudo teve um rendimento de 82 t/ha, Rio Brilhante alcançou 91,37 t/ha.
Essa não é a primeira vez que uma cidade de fora de São Paulo ‘rouba’ a liderança de Morro Agudo. Em 2014, após problemas climáticos que afetaram a produção paulista, Uberaba (MG) assumiu o primeiro lugar. O município, contudo, tem enfrentado quedas na produção desde então e, em 2016, teve uma produção de 6,27 milhões de toneladas, indo para o quarto lugar.
Além disso, Quirinópolis (GO), a segunda cidade mais bem colocada de 2015, perdeu quatro posições e foi para o sexto lugar. O município viveu uma queda de 22,4% na produção de cana-de-açúcar – a segunda maior entre os 100 principais municípios produtores do país –, indo para 5,25 milhões de toneladas.
Confira todos os detalhes e a tabela completa na reportagem abaixo.
Dados detalhados sobre a produção – por estado e por município –, incluindo área, rendimento e preço médio da cana-de-açúcar, estão disponíveis no NovaCana DATA (exclusivo para assinantes).
As safras 2015/16 e 2016/17 apresentaram bons resultados para as usinas do Centro-Sul, com moagens superiores a 600 milhões de toneladas. Esses resultados se refletem nos números de produção de cana-de-açúcar apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que realizou um levantamento por município referente ao período de janeiro a dezembro de 2016.
De acordo com o órgão governamental – que também considera a cana-de-açúcar para fins que vão além do setor de açúcar e etanol, como a produção de bebidas –, no período, foram produzidas 768,68 milhões de toneladas em todo o país, aproveitando uma área de 10,23 milhões de hectares. Esses valores representam um crescimento de 2,7% na quantidade de cana e uma expansão agrícola de 1,3% em relação à 2015. Com isso, o rendimento dos canaviais brasileiros subiu de 74,2 t/ha para 75,2 t/ha.
O bom resultado se deve primordialmente à moagem da região Centro-Sul. São Paulo, o maior estado produtor do país, chegou a 442,28 milhões de toneladas – um crescimento anual de 4,45%. Entre os maiores produtores, o único a ver uma queda foi Mato Grosso, com diminuição de 4,32% e um total de 19,21 milhões de toneladas de cana. Ainda assim, o estado subiu de posição no ranking, ultrapassando Alagoas e indo para o sexto lugar.
Já Mato Grosso do Sul registrou o segundo maior aumento relativo na quantidade de cana produzida, com crescimento de 18,22% e atingindo 51,93 milhões de toneladas. Com isso, ele conseguiu ultrapassar o Paraná e se tornar o quarto estado com a maior produção de cana-de-açúcar. Quanto ao crescimento, Mato Grosso do Sul ficou atrás apenas de Rondônia, que teve uma grande evolução relativa (113%), mas produziu apenas 339,48 mil toneladas.

Em contrapartida, a maior parte dos estados da região Norte-Nordeste perceberam uma queda na produção. Entre eles estão (por ordem de volume produzido): Alagoas (-8,36%), Pernambuco (-15,93%), Rio Grande do Norte (-2,9%), Maranhão (-19,32%), Sergipe (-25,69%), Piauí (-15,63%), Ceará (-21,06%), Amazonas (-3,43%), Acre (-40,6%) e Roraima (-24,33%).
Dados detalhados sobre a produção – por estado e por município –, incluindo área, rendimento e preço médio da cana-de-açúcar, estão disponíveis no NovaCana DATA.
A evolução dos municípios
Com relação às cidades com maior produção de cana-de-açúcar em 2016, Morro Agudo (SP) ainda se destaca como o município com a maior área plantada do Brasil e uma produção de 7,95 milhões de toneladas. Entretanto, ele perdeu a primeira posição no ranking para Rio Brilhante (MS), com 8,5 milhões de toneladas.
O município sul-mato-grossense, aliás, tem registrado uma trajetória impressionante de evolução na produção nos últimos três anos – entre 2015 e 2016, inclusive, o crescimento foi de 33,2%. Além disso, enquanto Morro Agudo teve um rendimento de 82 t/ha, Rio Brilhante alcançou 91,37 t/ha.
Essa não é a primeira vez que uma cidade de fora de São Paulo ‘rouba’ a liderança de Morro Agudo. Em 2014, após problemas climáticos que afetaram a produção paulista, Uberaba (MG) assumiu o primeiro lugar. O município, contudo, tem enfrentado quedas na produção desde então e, em 2016, teve uma produção de 6,27 milhões de toneladas, indo para o quarto lugar.

Além disso, Quirinópolis (GO), a segunda cidade mais bem colocada de 2015, perdeu quatro posições e foi para o sexto lugar. O município viveu uma queda de 22,4% na produção de cana-de-açúcar – a segunda maior entre os 100 principais municípios produtores do país –, indo para 5,25 milhões de toneladas.
Das 100 cidades que mais produziram cana em 2016, 66 são de São Paulo, 11 de Goiás, nove do Mato Grosso do Sul, sete de Minas Gerais, quatro de Mato Grosso, e as três restantes são de Paraná, Alagoas e Tocantins.

NovaCana DATA
Renata Bossle – NovaCana