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Usina Orbi Bioenergia migra equipamentos de SP para o MS com apoio financeiro de fundo federal


novaCana.com - 23 mai 2018 - 09:42
"O empreendimento não possui concorrentes. A usina mais próxima encontra-se a 100 km", afirma a Cern

Dois anos após a autorização da Agência Nacional do Petróleo (ANP) para a construção da usina Orbi Bioenergia, em Parnaíba (MS), a unidade ainda não está concluída. O aspecto mais crítico do projeto é a realocação de equipamentos adquiridos de uma usina sediada em São Paulo e que se encontrava desativada, para o Mato Grosso do Sul.

Para essa empreitada, a Campania Energia Renovável (Cern), controladora da Orbi Bioenergia, agora conta com apoio financeiro do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO), após a liberação oficial de R$ 17,5 milhões em recursos autorizados pelo Conselho Monetário Nacional.

O anúncio aconteceu no final de abril, quando a Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), órgão ligado ao Ministério da Integração Nacional, publicou em Diário Oficial a resolução autorizando a aplicação da verba. De acordo com o documento emitido pelo órgão regional, os mais de R$ 17 milhões podem corresponder a, no máximo, 55% do investimento total para o deslocamento da usina.

A companhia, conforme notícia publicada no jornal local JP News, aguardava a decisão da Sudeco para a conclusão do empreendimento. A princípio, a estimativa dos empresários é que as atividades da usina comecem na safra 2019/20, com uma moagem inicial de 1,4 milhões de toneladas de cana-de-açúcar e produção de 120 milhões de litros de etanol. Posteriormente, a unidade deve atingir uma capacidade máxima de moagem de 2,4 milhões de toneladas por safra.

Após a publicação do documento, a Cern recebeu prazo de 90 dias para encaminhar às autoridades o projeto para viabilizar o deslocamento da unidade produtora de etanol de São Paulo para o Mato Grosso do Sul. O investimento foi considerado prioritário pelo FDCO.

Anos de espera

O projeto da Orbi Bioenergia foi anunciado pela primeira vez em 2011. À época, a previsão inicial da própria empresa era de investimentos na ordem dos R$ 103 milhões para uma unidade com capacidade de moagem de três milhões de toneladas de cana-de-açúcar, com previsão de iniciar as atividades em 2013.

Já em 2012 um diagnóstico ambiental, feito pela Geosul Geoprocessamento e Meio Ambiente, foi encaminhado ao governo do Mato Grosso do Sul e a empreitada da Cern foi divulgada em jornais locais na região de Parnaíba e em todo o Mato Grosso do Sul.

Outros planos ainda incluíam a instalação de equipamentos para produção de açúcar a partir do período 2015/2016. Na safra seguinte, a usina deveria receber estrutura para cogeração e, em tese, seria capaz de comercializar 30 MWh por safra.

Você pode conferir a resolução da Sudeco na íntegra clicando aqui.

Nicholle Murmel – novaCana.com