Segundo o diretor agrícola da sucroenergética, a colheita de cana em duas linhas é um exemplo de inovação que passou a fazer parte do dia a dia das usinas do grupo
Para a São Martinho, que controla quatro usinas de açúcar e etanol na região Centro-Sul, uma colheita de alta performance está muito ligada a tecnologia e inovação. É o que assegura o diretor agrícola da companhia, Luís Gustavo Teixeira, durante palestra no evento de abertura da safra de cana-de-açúcar 2023/24, promovido pela Datagro.
Ele reforça que bons resultados dependem de três pilares principais: pessoas, gestão e tecnologia. “O que isso tem a ver com colheita? Tudo”, garante e completa: “No nosso segmento, a colheita é decisiva para o resultado da companhia, visto que representa uma parte muito relevante de todo o nosso dispêndio”.
De acordo com ele, na São Martinho, os gastos agrícolas representam 70% do total e, dentro deste montante, quase 40% é referente a despesas com a retirada da cana do campo. “Para que a gente tenha resultado, temos que ter excelência em colheita. E alta performance é, também, alto [índice de] tonelada por máquina ao dia – mas não é só isso. É uma combinação de muitos fatores”, afirma.
Entre os elementos que compõem esse quadro, Teixeira cita: manutenção, tratos culturais, fitossanidade, preparo do solo, conservação do solo e da água, experimentação, sustentabilidade e, claro, tecnologia. Ainda conforme o diretor, a São Martinho atualmente tem 300 experimentos ativos e 150 clones e variedades em competição.
“Nós temos a ambição de produzir o carbono renovável de menor custo do mundo e, para que isso seja possível, temos que ter eficiência operacional”, Luís Gustavo Teixeira (São Martinho)
No texto completo (exclusivo para assinantes NovaCana), saiba mais sobre o posicionamento da São Martinho quanto a: sistematização, meiosi, colheita de duas linhas, conexão 4G e manutenção de maquinário agrícola.
Para a São Martinho, que controla quatro usinas de açúcar e etanol na região Centro-Sul, uma colheita de alta performance está muito ligada a tecnologia e inovação. É o que assegura o diretor agrícola da companhia, Luís Gustavo Teixeira, durante palestra no evento de abertura da safra de cana-de-açúcar 2023/24, promovido pela Datagro.
Ele reforça que bons resultados dependem de três pilares principais: pessoas, gestão e tecnologia. “O que isso tem a ver com colheita? Tudo”, garante e completa: “No nosso segmento, a colheita é decisiva para o resultado da companhia, visto que representa uma parte muito relevante de todo o nosso dispêndio”.
De acordo com ele, na São Martinho, os gastos agrícolas representam 70% do total e, dentro deste montante, quase 40% é referente a despesas com a retirada da cana do campo. “Para que a gente tenha resultado, temos que ter excelência em colheita. E alta performance é, também, alto [índice de] tonelada por máquina ao dia – mas não é só isso. É uma combinação de muitos fatores”, afirma.
Entre os elementos que compõem esse quadro, Teixeira cita: manutenção, tratos culturais, fitossanidade, preparo do solo, conservação do solo e da água, experimentação, sustentabilidade e, claro, tecnologia. Ainda conforme o diretor, a São Martinho atualmente tem 300 experimentos ativos e 150 clones e variedades em competição.
“Nós temos a ambição de produzir o carbono renovável de menor custo do mundo e, para que isso seja possível, temos que ter eficiência operacional”, Luís Gustavo Teixeira (São Martinho)
Segundo ele, ao mesmo tempo que muitas novidades surgem, várias vão deixando de ser um diferencial e passam a ser um pré-requisito. Como exemplo, ele menciona a questão da sistematização, que já é adotada pela empresa há vários anos. “Temos essa visão de que uma sistematização muito boa possibilita um alto desempenho de colheita. E uma sistematização inadequada garante um péssimo desempenho de colheita”, resume.
Ele ainda observa que a companhia realiza o manejo de seus canaviais com especial atenção para a causa dos problemas. Por conta disso, foi adotado o plantio por método interrotacional ocorrendo simultaneamente (meiosi) e há uma constante atenção quanto à cobertura vegetal, à conservação do solo e da água e ao nivelamento do solo.
“Temos um campo experimental enorme nas nossas usinas, por onde passam biológicos, insumos orgânicos e materiais genéticos, para que a gente tenha, no final, um resultado melhor desse todo”, afirma.
Colheita de duas linhas
Segundo o diretor agrícola, foi em 2014 que a equipe da São Martinho identificou a necessidade de “dar um passo à frente” em seus processos, com a adoção colheita de duas linhas. “Em 2015, nós começamos trabalhar intensamente e de forma muito estruturada para o avanço da colheita de duas linhas”, lembra, ressaltando que essa tecnologia deixou de ser algo para o futuro, representando o presente da companhia.
Esta opção – que substitui a convencional colheita mecanizada de uma linha por vez – foi uma decisão estratégica, conforme Teixeira. Por conta dela, a São Martinho realizou mudanças em seu manejo, acompanhando o quanto de solo é preservado para o desenvolvimento radicular, além de alterar questões operacionais.
“Depois de uma segunda ou terceira reforma no canavial em que a gente trabalha muito a sistematização, é difícil conseguirmos uma redução de manobra na ordem de 10%. Mas essa tecnologia de colhedora de duas linhas, por si só, já nos dá um benefício de reduzir em 50% a manobra”, exemplifica Teixeira.
Assim, além do menor consumo de diesel, ele cita a existência de benefícios agronômicos, como a preservação de mais área para o crescimento das raízes e uma maior infiltração de água no solo, fatores que permitem um melhor desenvolvimento da cana-de-açúcar em futuras safras. “As medições que a gente tem acompanhado desde 2015, em todos os cortes, mostram a relevância em termos de produtividade”, garante.
Outra vantagem, também conforme o diretor, é a possibilidade de adaptação para áreas com diferentes topografias e declividades.
“A colheita de duas linhas é uma jornada longa, em que tudo aquilo que era desejável em termos de tecnologia passa a ser pré-requisito”, complementa e explica: “A sistematização precisa estar bem estabelecida, assim como o nivelamento de solo e o piloto automático. Se não tiver piloto funcionando na plenitude é um entrave para a tecnologia”.
Conexão 4G
Ainda de acordo com o diretor agrícola, a implantação da transmissão 4G nas fazendas da São Martinho, realizada em 2018, possibilitou que a empresa atingisse “outro patamar de gestão”. Isso aconteceu porque a conectividade permitiu um acompanhamento em tempo real de todas as operações.
Ele completa que os centros de operações agrícolas (COAs) fazem um monitoramento intensivo das tecnologias implantadas. “Isso contribuiu de forma significativa para a qualidade da colheita, assim como para o rendimento e o desempenho”, afirma.
Além disso, a conexão também foi implementada nos caminhões da empresa, possibilitando uma otimização da logística e, consequentemente, uma redução no consumo de combustíveis.
“Para falar de colheita de alta performance e controle de trânsito dentro da lavoura é preciso considerar que se trata de uma cadeia muito longa. Precisamos prestar atenção em todas as etapas porque uma delas pode colocar tudo a perder”, observa.
Manutenção
Teixeira ainda dá um destaque para as práticas de manutenção da São Martinho. “Um ponto fundamental é a harmonia entre manutenção técnica e um plano de manutenção muito bem estabelecido”, garante.
Segundo ele, o principal objetivo é garantir disponibilidade e confiabilidade em relação às máquinas. “Como a gente aumenta o desempenho, passamos a ficar mais suscetíveis a uma máquina que não opera. Então, a confiabilidade é, sem dúvida nenhuma, um ponto fundamental”, observa.
Renata Bossle – NovaCana