Empresa de classificação de risco vê com bons olhos a conversão de debêntures em créditos recebíveis, que podem gerar receita de R$ 200 a R$ 270 milhões para usina alagoana
A captação de recursos têm sido uma das prioridades da Usina Coruripe. Em abril, a companhia começou a testar as águas para a emissão de US$ 350 milhões em bônus, que receberam rating preliminar B2 da agência de classificação de risco Moody’s. Contudo, aparentemente, a demanda pelos papéis não teria sido suficiente para o lançamento da operação e, agora, a empresa deve converter debêntures em Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs).
Os destaques sobre a operação e a avaliação da S&P estão apresentados a seguir.
A captação de recursos têm sido uma das prioridades da Usina Coruripe. Em abril, a companhia começou a testar as águas para a emissão de US$ 350 milhões em bônus, que receberam rating preliminar B2 da agência de classificação de risco Moody’s. Contudo, aparentemente, a demanda pelos papéis não teria sido suficiente para o lançamento da operação e, agora, a empresa deve converter debêntures em Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs).
Em relação a essa nova emissão, a Standard & Poors (S&P) Global Ratings emitiu relatório de classificação atribuindo nota ‘brA+ (sf)’ à operação, que deve captar R$ 200 milhões para a companhia. O montante captado pode chegar a R$ 270 milhões por meio da opção de lotes suplementares e adicionais de créditos.
O índice foi atribuído pela S&P Global com base no entendimento de que as debêntures da Coruripe terão a mesma senioridade que as demais dívidas senior unsecured da usina. Isso significa que os títulos convertidos em CRAs são obrigações (títulos de dívida) com prioridade de ressarcimento para quem os adquirir, assim, diminuindo o risco da compra desses créditos recebíveis, que passam a ser mais eficientes para a finalidade de captação de recursos para a sucroalcooleira.
O pagamento dos juros da primeira emissão dos CRAs acontecerá a cada três meses, enquanto o pagamento principal será uma vez ao ano, a partir de maio de 2019, com fim na data de vencimento da operação em maio de 2021. Os juros remuneratórios dos créditos equivalem à taxa DI Over – cálculo baseado operações de emissão de depósitos interfinanceiros pré-fixados, com prazo de um dia útil (over), registradas e liquidadas pelo sistema Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos Privados (Cetip), conforme determinação do Banco Central.
A nota da S&P Global é dada de acordo com a Escala Nacional Brasil de ratings de crédito, voltada a emissores, seguradores, terceiros, intermediários e investidores atuando especificamente no mercado financeiro brasileiro. A classificação não é diretamente comparável à escala global da S&P Global Ratings ou a qualquer outra escala nacional utilizada pela empresa de análise de risco ou por suas afiliadas.
Nicholle Murmel – NovaCana