Investimento

São Martinho investe em “agricultura 5.0” buscando mais eficiência

Presidente do conselho de administração da companhia, Marcelo Ometto comenta como o grupo tem investido na evolução tecnológica


novaCana.com - 28 out 2020 - 14:02

A constante busca pela evolução tecnológica é fundamental para melhores práticas na agricultura. No setor sucroenergético, ela vem sendo observada ao longo das últimas décadas com a mecanização do plantio e da colheita e com máquinas mais eficientes, que não danificam o solo e os canaviais, dentre outras potencialidades.

Durante o painel “Bioenergia e meio ambiente”, da 20ª Conferência Internacional Datagro, ocorrido na manhã de hoje, 28, o presidente da companhia, Plínio Nastari, comentou sobre a importância de se basear em boas práticas tecnológicas. Ele aproveitou a presença do presidente do conselho de administração da São Martinho, Marcelo Ometto, para questionar sobre os investimentos da companhia em “agricultura 5.0”, ou seja, no aumento da automação no campo.

Segundo Ometto, a São Martinho – que controla quatro usinas entre São Paulo e Goiás – procura investir fortemente no tema da evolução tecnológica. Ele explica que o grupo trabalha com automação industrial há 10 ou 15 anos e os ganhos já foram expressivos. “Agora, nos últimos 4 a 5 anos, a gente vem trabalhando fortemente com a automação agrícola e vislumbramos ganhos muito maiores”, declara.

Com estes investimentos, Ometto acredita que a eficiência, o tempo trabalhado e o tempo de resposta das máquinas vai ser outro. Atualmente, ele relata, o rendimento das colhedoras da São Martinho é próximo de mil toneladas por máquina ao dia, com elas colhendo em 50% a 55% do tempo em que estão em campo.

“Nós achamos que isso pode aumentar significativamente. Não vejo tanta dificuldade de, em alguns anos, a gente estar falando de 2 mil toneladas por máquina ao dia”, acredita o presidente. Nastari ainda comenta que este tipo de eficiência é importante, porém implica em planejamento agrícola e sistematização de solo, já que as colhedoras têm suas limitações.

Ometto, por sua vez, afirma que o grupo também está investindo em inteligência artificial, “ou seja, a manutenção não vai mais ser corretiva, ela vai ser preditiva”. Desta forma, sua expectativa é de novos ganhos de eficiência e eficácia na agricultura para as próximas safras.

Tecnologia e sustentabilidade

Durante o painel, Ometto e o representante do Ministério do Meio Ambiente, Joaquim Pereira Leite, comentaram como o setor sucroenergético tem relação com a prevenção do desmatamento. Isso inclui práticas sustentáveis de desenvolvimento e a preservação da biodiversidade.

Leite comentou sobre o programa Floresta+, que ele já havia trazido na sua participação no painel “Expansão com Sustentabilidade” da conferência, ocorrido na manhã de segunda, 26. Ele acredita que a união de projetos governamentais como este e o setor sucroenergético tem grande potencial sustentável.

Ometto concordou e completou: “O setor anda junto com o meio ambiente, vem evoluindo em produção, produtividade, eficiência e sustentabilidade, que é o nome do jogo hoje, junto com governança. Isso é um exemplo de produção para todo o mundo dentro do Brasil”.

Rafaella Coury - novaCana.com