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Com prejuízo de R$ 38,8 milhões, usina de E2G da Granbio amplia perdas em 2015

granbio-usina pronta1Bioflex Agroindustrial, empresa da Granbio responsável pela produção de etanol de segunda geração, detalhou o resultado de suas operações ao longo do ano passado e revisou os números de 2014

NovaCana 4 min de leitura

A primeira usina de etanol celulósico do Brasil fechou o ano de 2015 com um prejuízo de R$ 38,8 milhões de reais.

A Bioflex Agroindustrial, empresa da Granbio responsável pela produção de etanol de segunda geração, detalhou o resultado de suas operações ao longo do ano passado e revisou os números financeiros de 2014.

Os detalhes a seguir.

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A Bioflex Agroindustrial, empresa da Granbio responsável pela produção de etanol de segunda geração, divulgou na última sexta-feira (dia 29) os resultados referentes ao exercício de 2015.

Desde a inauguração da planta, em 2014, os resultados da produção estão abaixo do esperado, com as expectativas de produção constantemente frustradas. A companhia já havia reconhecido a expectativa por mais um prejuízo, que foi devidamente concretizado no balanço financeiro.

Em 2015 a Bioflex registrou R$ 38,8 milhões em prejuízos – ante R$ 11,5 milhões no ano anterior – um aumento do valor entre um ano e outro de quase três vezes.

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Revisão das perdas

Em 2014 a empresa havia registrado perdas de R$ 30 milhões. Porém, o valor foi revisto e reapresentado agora com a justificativa de que o baixo nível de utilização dos equipamentos gerou reversão nos níveis de depreciação. Também foram revistas informações relativas ao funcionamento da planta e produção de etanol celulósico.

Assim, todas as receitas e despesas resultantes desses pontos foram capitalizadas, diminuindo o prejuízo registrado naquele ano em pouco mais de R$ 18 milhões, totalizando em 2014 perdas de R$ 11,5 milhões.

A revisão, segundo a empresa, aconteceu “em função da instabilidade operacional verificada no último trimestre de 2014 e ao longo de 2015”. A Granbio avaliou que “os seus ativos industriais ainda não estão nas condições de funcionamento na forma pretendida”.

Aportes de capital

Por meio de sua controladora, a BioEdge, a usina Bioflex recebeu mais R$ 106 milhões em aportes de capital em 2015. O montante é R$ 56,2 milhões inferior ao investido em 2014.

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Produtos e matéria-prima

A receita com venda de produtos em 2014 também foi alterada, de R$ 244 mil para zero. Assim, em 2015 o dinheiro recebido pelos produtos apresentou aumento expressivo, alcançando R$ 13,5 milhões. O custo consumiu 60% da receita, gerando lucro bruto de R$ 5,4 milhões.

Em 2015 a empresa produziu 4 milhões de litros de etanol celulósico. Não foram detalhados quais os produtos comercializados em 2015.

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O valor dos estoques também diminuiu, tanto de etanol quanto de matéria-prima (palha de cana).

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Perfil da dívida

A maior parte da dívida de R$ 494,58 milhões da Bioflex está concentrada no longo prazo desde a criação da usina. Atualmente, apenas 10,7% do montante tem vencimento ainda neste ano. Os cerca de 90% restantes estendem-se pelos próximos três anos, com a maior parte do total – 54,4% – vencendo no prazo final da dívida.

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Com relação a 2014, o valor total da dívida cresceu pouco mais de R$ 6 milhões.

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As perdas com incêndios

No ano passado o estoque de palha da Bioflex sofreu perdas consideráveis em virtude de incêndios que atingiram o local. No balanço divulgado pela empresa, números mostram que as perdas chegam a R$ 21 milhões. A maior parte do valor é referente à matéria-prima perdida nos acidentes.

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Outros R$ 12,7 milhões foram perdidos em outro incêndio que atingiu novamente o estoque de palha em janeiro deste ano. O valor é apresentado no relatório, porém será reconhecido contabilmente apenas no balanço de 2016.

Atualização 03/05/2016 - 18h10m: De acordo com informações da Granbio, os números referentes às perdas em máquinas e equipamentos e ativos imobilizados que foram apresentados no relatório fazem referência aos mesmos bens. No entanto, o valor dos ativos imobilizados é o montante perdido após a amortização, ou seja, a perda líquida ocasionada pelos incêndios. Inicialmente apresentamos no último gráfico que as perdas alcançam R$ 23 milhões, porém o correto é que, no total, a empresa perdeu R$ 21 milhões com os incidentes. O gráfico e o texto foram alterados para refletir isso.

Jorge Mariano – NovaCana

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