Com plano de recuperação judicial aprovado, Tonon coloca à venda duas usinas

Ontem, 5 de abril, foi aprovado em assembleia geral o plano de recuperação judicial da Tonon Bioenergia. Com poucas alterações na proposta inicial da companhia, a aprovação ocorreu em todas as classes de credores. A aprovação marca um importante passo para o desenrolar do processo que vem se estendendo desde dezembro de 2015, quando a companhia entrou com o pedido de recuperação judicial.

Entre as ações previstas pelo plano está a venda de duas usinas da companhia. Uma delas é a unidade Santa Cândida, localizada em Bocaina (SP). A unidade tem uma capacidade de moagem de cana de 3,2 milhões de toneladas por safra. Com uma capacidade de moagem de 2,5 milhões de toneladas de cana/safra, a outra unidade à venda é a Paraíso, também no estado de São Paulo, no município de Brotas.

De acordo com fontes envolvidas no processo de recuperação judicial, ouvidas pelo Valor, três empresas já teriam demonstrado interesse em a adquirir as unidades. Entre elas, está a Raízen Energia, que possui um cluster de produção ao redor das duas usinas paulistas da Tonon.

O plano aprovado determina que a venda das duas unidades seja realizada por meio da constituição de uma unidade produtiva isolada (UPI), sem lance mínimo estabelecido, sendo que as propostas recebidas serão avaliadas pelos credores.

Os recursos levantados serão utilizados para quitar parte da dívida, estimada em um total de quase R$ 2,5 bilhões. O valor do deságio que cada classe de credores pode sofrer em seus créditos dependerá do valor das propostas que for aceita pela venda das usinas.

Na possibilidade da venda das unidades não se concretizar, o plano de recuperação prevê a transformação dos credores em acionistas da companhia. Caso os credores não aceitem a conversão, devem aceitar um deságio médio de 80%. Com essa alternativa, as famílias Tonon e Pinheiro, atuais sócias no controle da empresa, continuariam com uma parcela marginal de participação da companhia.

Ainda foi incluída uma terceira alternativa no plano: a convocação de uma nova assembleia de credores para discutir um novo plano de recuperação caso nenhuma das outras duas alternativas se concretize.

A Tonon controla também a unidade Vista Alegre, na cidade Maracaju (MS). Com uma capacidade de moagem de 2,5 milhões de toneladas, a usina não será colocada à venda. De acordo com o Valor, houve uma alocação maior da dívida da Tonon nesta unidade.

novaCana.com – com informações do Valor Econômico

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