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Em meio à alta nos custos, lucro da CerradinhoBio cai 17,5% no 2º tri de 2022/23

Mesmo com retração, resultado líquido da companhia se manteve no azul, com R$ 119,69 milhões

NovaCana 6 min de leitura

A CerradinhoBio, que atua com etanol de cana e de milho, registrou lucro líquido de R$ 119,69 milhões no segundo trimestre da safra 2022/23, queda de 17,5% ante o resultado obtido no mesmo período da temporada anterior, de R$ 145 milhões.

No período, o Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, descontando também fatores considerados relevantes pela empresa) do segmento de cana diminuiu 3,5% na mesma comparação, para R$ 168,27 milhões.

Apesar das retrações, a receita líquida da companhia cresceu 21,6% em relação ao segundo trimestre de 2021/22, indo para R$ 657,43 milhões.

Segundo a Cerradinho, a alta se deve, principalmente, ao maior volume de vendas de etanol e aos preços médios superiores. Além disso, a companhia também destacou o crescimento no mercado de DDG, em função do maior preço do milho e do aumento da demanda.

Mas os custos dos produtos vendidos, contudo, subiram ainda mais – 39,5% –, para R$ 419,7 milhões. Considerando este valor e, também, a perda de R$ 26,88 milhões referente à variação no valor justo do ativo biológico (cana em pé), o lucro bruto no trimestre ficou em R$ 210,85 milhões, queda de 18,7% na comparação anual.

Outro aspecto que pressionou o resultado da Cerradinho foi o aumento de 93% nas despesas financeiras, que totalizaram R$ 107,09 milhões no trimestre. Dentro desse montante, uma das maiores perdas foi contabilizada como “variação cambial passiva e perdas em operações com derivativos”, que somou R$ 49,04 milhões (+743,1%).

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A CerradinhoBio, que atua com etanol de cana e de milho, registrou lucro líquido de R$ 119,69 milhões no segundo trimestre da safra 2022/23, queda de 17,5% ante o resultado obtido no mesmo período da temporada anterior, de R$ 145 milhões.

No período, o Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, descontando também fatores considerados relevantes pela empresa) do segmento de cana diminuiu 3,5% na mesma comparação, para R$ 168,27 milhões.

Apesar das retrações, a receita líquida da companhia cresceu 21,6% em relação ao segundo trimestre de 2021/22, indo para R$ 657,43 milhões.

Segundo a Cerradinho, a alta se deve, principalmente, ao maior volume de vendas de etanol e aos preços médios superiores. Além disso, a companhia também destacou o crescimento no mercado de DDG, em função do maior preço do milho e do aumento da demanda.

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Mas os custos dos produtos vendidos, contudo, subiram ainda mais – 39,5% –, para R$ 419,7 milhões. Considerando este valor e, também, a perda de R$ 26,88 milhões referente à variação no valor justo do ativo biológico (cana em pé), o lucro bruto no trimestre ficou em R$ 210,85 milhões, queda de 18,7% na comparação anual.

Outro aspecto que pressionou o resultado da Cerradinho foi o aumento de 93% nas despesas financeiras, que totalizaram R$ 107,09 milhões no trimestre. Dentro desse montante, uma das maiores perdas foi contabilizada como “variação cambial passiva e perdas em operações com derivativos”, que somou R$ 49,04 milhões (+743,1%).

Produção

De acordo com a CerradinhoBio, a moagem acumulada da companhia na safra 2022/23 chegou a 3,68 milhões de toneladas até 30 de setembro, queda de 9% na comparação anual.

“Em linhas gerais, o segundo trimestre da safra 2022/23 manteve a tônica do que aconteceu no primeiro, com a contínua evolução operacional da planta de etanol de milho, compensando em parte uma moagem inferior na planta de etanol de cana, por conta de uma maior quantidade de chuvas registradas”, resume a empresa.

Por sua vez, o processamento de milho somou 295 mil toneladas no semestre, alta de 11,3%. Com isso, no total, a companhia produziu 447 milhões de litros de etanol hidratado, retração de 3,9% ante o mesmo período de 2021/22.

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“Em consequência da maior moagem de milho, a produção de etanol hidratado advindo desta commodity cresceu 12% em relação ao mesmo período da safra anterior, totalizando 133 milhões de litros, bem como houve um aumento de 12% na produção de DDG e de 8% na produção de óleo, esses dois últimos produtos utilizados na nutrição animal”, complementa a Cerradinho.

Além disso, a companhia também divulgou a exportação de 231 GWh para a rede elétrica (-23,8%) e a emissão de 344 mil créditos de descarbonização (CBios), alta anual de 29,8%.

Investimentos

O capex total da CerradinhoBio no semestre foi de R$ 459,84 milhões, o que representa avanço de 183,9% na comparação com o mesmo período da safra anterior.

Segundo a divulgação de resultados da companhia, os investimentos em modernização e/ou expansão dos canaviais totalizaram R$ 345,04 milhões (+380,9%), enquanto os com manutenção no campo e com melhorias operacionais somaram, respectivamente, R$ 104,37 milhões (+26,4%) e R$ 10,43 milhões (+35,8%).

“Os investimentos relacionados a expansão já iniciada da planta de etanol de milho em Chapadão do Céu (GO), além da construção de novos silos, perfazem o montante de R$ 77 milhões”, detalha a CerradinhoBio.

A empresa ainda destaca a construção de uma nova planta de etanol de milho, em Maracaju (MS). “As obras da primeira fase foram iniciadas em março de 2022 e até 30 de setembro de 2022 foram investidos cerca de R$ 254,6 milhões, sendo o início da produção previsto para o segundo semestre de 2023”, cita.

Dívidas e saúde financeira

Ainda de acordo com os números apresentados, o endividamento bruto da CerradinhoBio com empréstimos e financiamentos somava R$ 652,72 milhões em 30 de setembro de 2022, queda de 30% ante a posição no começo da safra, de R$ 932,05 milhões.

Deste total, R$ 116,55 milhão são referentes a débitos com vencimento em até um ano (+76,5%), enquanto R$ 536,17 milhões correspondem a dívidas de médio e longo prazos (-38,1%).

A dívida líquida da companhia, por sua vez, somava R$ 1,18 bilhão em 30 de setembro, alta de 93,5% frente ao começo da safra. Desta forma, a alavancagem subiu 14,9%, para 1,05 vez; e a liquidez corrente aumentou 67,4%, indo a 3,38 vezes.

Renata Bossle – NovaCana

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