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Análise das safras 2012/13 a 2018/19 pelo Itaú BBA evidencia disparidade do setor

novaCana.com - 09 jan 2020 - 10:11 - Última atualização em: 15 mai 2020 - 12:02

O Itaú BBA faz atualizações periódicas de dados e análises das usinas que indicam a disparidade inerente e crescente do setor sucroenergético. A mais recente ocorreu durante o Agro em Pauta, em novembro de 2019, em São Paulo.

Da safra 2012/13 até a 2018/19, é possível visualizar que os grupos se afastam quando são cruzados dados de Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) por tonelada e dívida líquida por tonelada – dois indicadores que servem como termômetro de como anda a saúde financeira das empresas.

itaubba migracao 2019

“A amostra da análise apresenta 60 grupos que correspondem a dois terços da moagem do Centro-Sul, ou mais de 400 milhões de toneladas. Víamos, em 2013/14, o grupo A com as melhores performances, devendo cerca de R$ 30 por tonelada, e o resto do setor estava devendo um pouco mais, 50% a mais, gerando caixa em 10% ou 15% a menos, mas era uma performance razoavelmente próxima entre os grupos”. A fala é de Pedro Fernandes, diretor de agronegócio do Itaú BBA.

Olhando para a temporada 2018/19, a situação mudou consideravelmente: “o grupo A aumentou a geração de caixa de R$ 30/t para R$ 45/t e baixou a dívida. Tem o grupo B, que está com o seu ativo bastante bom operacionalmente, fazendo investimentos necessários, gerando cerca de R$ 40/t e devendo de R$ 120/t a R$ 130/t”, explica Fernandes. Porém, os grupos C e D, que concentram mais de 200 milhões de toneladas, estão devendo entre R$ 160/t e R$ 180/t na média e gerando pouco mais de R$ 20/t de caixa.


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