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Vibra, Raízen e Ipiranga somam 63,7% da obrigação de compra de CBios em 2022

Divulgação de metas definitivas do programa já considera créditos que não foram entregues em 2021 e desconta aposentadorias feitas por partes não obrigadas

NovaCana 4 min de leitura

Faltando uma semana para a data limite, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicou hoje, 24, no Diário Oficial da União (DOU), as metas individuais das distribuidoras para o programa RenovaBio em 2022. Os valores são estabelecidos em créditos de descarbonização (CBios) e rateados de acordo com a participação de cada companhia no mercado de combustíveis fósseis em 2021.

Desta forma, Vibra Energia (antiga BR Distribuidora), Raízen e Ipiranga acumulam 63,7% do objetivo total do setor, de 36,72 milhões de CBios. Este montante soma a meta nacional anual, de 35,98 milhões de CBios, às pendências referentes a 2021 (745,49 mil créditos), mas desconta as 1,39 mil aposentadorias feitas por investidores sem metas a cumprir ao longo de 2021.

Individualmente, a Vibra possui o maior compromisso, de 9,71 milhões de CBios. Na sequência, a Raízen terá que adquirir e aposentar ao menos 6,93 milhões de créditos; já a Ipiranga tem a meta de 6,75 milhões.

No total, 141 distribuidoras integram a relação – uma a menos em comparação com o ano anterior. Entretanto, desta vez, a ANP deixou de fora as empresas que não possuem novas metas a cumprir, mas que ainda devem aposentar CBios referentes a anos anteriores.

No texto completo (exclusivo para assinantes), confira a lista completa de distribuidoras e suas metas individuais. Além disso, leia também sobre as companhias que ainda possuem pendências relativas a 2021 – seja dentro ou fora do limite permitido pelo RenovaBio.

Faltando uma semana para a data limite, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicou hoje, 24, no Diário Oficial da União (DOU), as metas individuais das distribuidoras para o programa RenovaBio em 2022. Os valores são estabelecidos em créditos de descarbonização (CBios) e rateados de acordo com a participação de cada companhia no mercado de combustíveis fósseis em 2021.

Desta forma, Vibra Energia (antiga BR Distribuidora), Raízen e Ipiranga acumulam 63,7% do objetivo total do setor, de 36,72 milhões de CBios. Este montante soma a meta nacional anual, de 35,98 milhões de CBios, às pendências referentes a 2021 (745,49 mil créditos), mas desconta as 1,39 mil aposentadorias feitas por investidores sem metas a cumprir ao longo de 2021.

Individualmente, a Vibra possui o maior compromisso, de 9,71 milhões de CBios. Na sequência, a Raízen terá que adquirir e aposentar ao menos 6,93 milhões de créditos; já a Ipiranga tem a meta de 6,75 milhões.

No total, 141 distribuidoras integram a relação – uma a menos em comparação com o ano anterior. Entretanto, desta vez, a ANP deixou de fora as empresas que não possuem novas metas a cumprir, mas que ainda devem aposentar CBios referentes a anos anteriores.

Metas acumuladas

Conforme o documento da ANP, as três maiores distribuidoras cumpriram integralmente seus compromissos em 2021. Mas o mesmo não pode ser dito de outras 32 companhias, que agora somam a nova meta às pendências relativas a 2021.

De acordo com a ANP, em relatório publicado em 5 de janeiro, 40 distribuidoras não atenderam à exigência do RenovaBio no ano passado. Destas, 16 estavam dentro do limite permitido pela regulamentação do programa, de 15%. Assim, elas não serão penalizadas, mas estão obrigadas a cumprir o objetivo integral estabelecido neste ano, ou seja, a meta para 2022 e o déficit do ano anterior.

São elas (por ordem de maior volume de CBios pendente): Ciapetro, TDC, Taurus, Petrobahia, Rio Branco, GP, Rejaile, Sim, Federal Energia, Setta, Hora, Biopetróleo do Brasil, Triângulo, Petronac, Flex e Green.

Entre as demais distribuidoras, oito deixaram a relação da ANP e não participaram do novo rateamento. Três delas – Ecológica, Orca e PDV Brasil – têm pendências que de 2020 e não registram participação no mercado de combustíveis fósseis desde então. Outras duas – Global e Vetor – também devem CBios relativas a 2020, mas tinham objetivos adicionais a cumprir em 2021. Já as três restantes – Brasoil, Dial e Diamente – não tinham pendências anteriores.

Com isso, outras 16 distribuidoras presentes na nova lista têm metas a cumprir em 2022 e pendências que superam 15% do compromisso para 2021. São elas (também por ordem de maior volume de CBios pendente): Royal Fic, Araguaia, Tabocão, Aster, Watt, Petroball, Eco Brasil, Podium, Soll, Petrogoiás, Noroeste, Acol, Alpes, Flórida, Petrozil JC e Joapi.

Renata Bossle – NovaCana

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