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Granbio paralisa temporariamente sua usina de etanol celulósico

biomassa e2G 050515Com mais esta parada, os planos da segunda geração de etanol no Brasil são adiados mais uma vez

NovaCana 3 min de leitura

A usina de etanol celulósico da GranBio suspenderá a produção do biocombustível temporariamente. Devido aos problemas na etapa inicial de produção, a empresa prevê ficar com a usina parada até outubro deste ano. Depois disso a expectativa é religar com 50% da capacidade total.

Oficialmente, esta é a segunda paralização sofrida pela usina. O motivo agora é o mesmo do passado: pré-tratamento. No final de 2015, a unidade ficou dois meses sem produzir para solucionar problemas nesta etapa do processo, fase em que a biomassa é preparada para que as enzimas consigam aproveitar todos os açúcares do material.

Segundo o vice-presidente de Negócios da Granbio, Alan Hiltner, é justamente por causa desta fase da produção que a fabricação precisará ser interrompida mais uma vez. A empresa informou ao Valor Econômico que fará agora uma avaliação de outras tecnologias para utilizar nesta etapa.

O NovaCana já havia relatado os problemas que ameaçavam o futuro brilhante do etanol de segunda geração. Como esta é uma fase primordial, todo o resto do processo de produção ainda não pode ser testado com a carga necessária.

A Granbio esperava inicialmente atingir capacidade plena em 2015. No ano passado a meta passou para o segundo semestre de 2016. Agora, com a paralisação, o novo prazo para atingir produção plena é ao final de 2017

Com mais esta parada da Bioflex, os planos de desenvolvimento do biocombustível no País devem ser adiados outra vez. A Granbio esperava inicialmente atingir capacidade plena – 83 milhões de litros anuais – ainda em 2015.

No ano passado, em entrevista ao portal NovaCana, a empresa afirmou que a nova meta passaria para o segundo semestre de 2016. Agora, com a paralisação, a expectativa é frustrada novamente. Agora, o novo prazo é atingir produção plena no final de 2017.

Ao Valor Econômico, a empresa informou que produziu no ano passado 4 milhões de litros de etanol celulósico, sendo que o melhor mês de trabalho gerou 1,5 milhão de litros do combustível.

Levando em conta o cronograma inicial da Bioflex, a usina está com atraso superior a dois anos para colocar a produção e o faturamento em ordem. Os últimos resultados financeiros mostram prejuízo de quase R$ 30 milhões em 2014. A empresa já havia alegado que o valor seria ainda maior em 2015 e que o equilíbrio de caixa deveria ser alcançado neste ano. No entanto, o cenário parece não favorecer mais uma das expectativas iniciais da companhia.

Apesar destes ajustes de prazos e uma realidade que insiste em não concordar com os planos originais, uma perspectiva da empresa não mudou: o otimismo em relação ao futuro. Conforme declaração de Hiltner ao Valor, a “empresa mantém a confiança de que reverterá essa situação”. O otimismo é compartilhado com os demais players do mercado, embora com grande variações nos prazos.

A última posição do BNDES apostava num cenário positivo após 2020. O BNDES é o grande parceiro da empreitada, com financiamentos que totalizam R$ 300 milhões e a compra de 15% do negócio, no valor de R$ 600 milhões. 

Já a Novozymes, maior fabricante de enzimas para a segunda geração, mudou recentemente sua posição, indicando que 2020 ainda é cedo para a tecnologia provar seu potencial.

As notícias recentes do NovaCana apresentam a situação do etanol de segunda geração em detalhes:

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e2g chamada2 050416

E mais:

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Jorge Mariano – NovaCana (Com informações adicionais do Valor)

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