Empresa recebeu um parecer favorável da CTNBio para a liberação comercial de cultivar com resistência à broca da cana
O setor de cana-de-açúcar pode contar com a disponibilidade de mais um cultivar transgênico em breve. A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) emitiu um parecer favorável à liberação comercial de uma nova variedade do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC).
Um extrato do documento, assinando pelo presidente da CTNBio, Paulo Augusto Barroso, foi publicado no Diário Oficial da União da última quarta-feira, 27.
“A CTNBio, após análise de pedido referente a liberação comercial de cana-de-açúcar geneticamente modificada para resistência a insetos, concluiu pelo deferimento para efeito de sua liberação no meio ambiente, comercialização, consumo e quaisquer outras atividades relacionadas a esse organismo geneticamente modificado, material de propagação vegetativa existente e progênies dele derivadas”, resume o texto.
Ainda de acordo com o parecer, a CTC-92015-7 – que ainda não teve seu nome comercial divulgado – foi modificada geneticamente para expressar a proteína Cry1Ac, que confere resistência a Diatraea saccharalis, popularmente conhecida como broca da cana. Além disso, ela também recebeu a proteína NptII, usada para marcar os organismos geneticamente transformados.
Saiba mais sobre as variedades de cana geneticamente modificadas do CTC e o novo lançamento no texto completo (exclusivo para assinantes).
O setor de cana-de-açúcar pode contar com a disponibilidade de mais um cultivar transgênico em breve. A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) emitiu um parecer favorável à liberação comercial de uma nova variedade do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC).
Um extrato do documento, assinando pelo presidente da CTNBio, Paulo Augusto Barroso, foi publicado no Diário Oficial da União da última quarta-feira, 27.
“A CTNBio, após análise de pedido referente a liberação comercial de cana-de-açúcar geneticamente modificada para resistência a insetos, concluiu pelo deferimento para efeito de sua liberação no meio ambiente, comercialização, consumo e quaisquer outras atividades relacionadas a esse organismo geneticamente modificado, material de propagação vegetativa existente e progênies dele derivadas”, resume o texto.
Ainda de acordo com o parecer, a CTC-92015-7 – que ainda não teve seu nome comercial divulgado – foi modificada geneticamente para expressar a proteína Cry1Ac, que confere resistência a Diatraea saccharalis, popularmente conhecida como broca da cana. Além disso, ela também recebeu a proteína NptII, usada para marcar os organismos geneticamente transformados.
Expansão da cana transgênica
O documento surge quase um ano após a aprovação da sexta variedade geneticamente modificada do CTC, a CTC9005Bt. Ela também foi criada para combater a broca da cana, considerada uma das principais pragas dos canaviais brasileiros.
Em entrevista à Reuters publicada no começo de abril, o diretor comercial do Centro, Luiz Paes, afirmou que as quatro primeiras variedades lançadas ocuparão 70 mil hectares na safra 2022/23, quase o dobro dos 37 mil hectares vistos em 2021/22.
Ainda de acordo com ele, o CTC possui cerca de 170 clientes para estas variedades, com canaviais localizados entre o Paraná e a região Nordeste. “O produtor primeiro quer ver para crer, e precisa ter a disponibilidade de mudas para poder crescer. Agora, tendo mudas e resultados, as duas coisas permitem que ele possa ir alavancando”, afirmou.
Além disso, ele contou que a cana transgênica resistente a herbicidas pode estar entre os próximos lançamentos, com previsão de chegar ao mercado em cerca de duas safras.
Segurança
Segundo a CTNBio, outras variedades comerciais de cana-de-açúcar com as mesmas proteínas da CTC-92015-7 já foram avaliadas e consideradas seguras. “Essas proteínas são idênticas às expressas pelo evento CTC-93209-4 e possuem amplo histórico de uso seguro em diversos eventos geneticamente modificados avaliados por agências regulatórias em vários países do mundo”, complementa.
O órgão aponta que a Cry1Ac é idêntica a sequências encontradas em variedades geneticamente modificados de milho e soja que já foram aprovadas globalmente. Por sua vez, a NptII apresenta 99,7% de identidade de aminoácidos em comparação com o encontrado em variedades comerciais de algodão e milho.
O documento ainda complementa que a CTC-92015-7 foi “extensivamente caracterizada utilizando várias metodologias”. Entre elas está a análise pelo método Southern blot, utilizado para verificar a presença de uma determinada sequência no DNA.
“Não foram identificados riscos não negligenciáveis na avaliação de risco simplificada do evento CTC-92015-7 realizada de acordo com o Artigo 12º, do Capítulo IV, da Resolução Normativa Nº 32, de 15 de junho de 2021”, aponta a CTNBio.
Por conta disso, a variedade recebeu a classificação de risco 1 e, consequentemente, o CTC não precisará apresentar um plano de monitoramento para o período após a liberação comercial.
“A CTNBio considerou que as medidas de biossegurança propostas atendem às normas e à legislação pertinente que visam garantir a biossegurança do meio ambiente, agricultura, saúde humana e animal. Assim, atendidas as condições descritas no processo e neste parecer técnico, essa atividade não é potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente ou saúde humana”, conclui.
Renata Bossle – NovaCana