A seca persistente e as consequências da pandemia de coronavírus tiveram fortes impactos na produção dos canaviais brasileiros, e provavelmente influenciarão a próxima temporada

novaCana.com 22 set 2020 - 11:11 - Última atualização em: 23 set 2020 - 11:35

A safra 2020/21 de cana-de-açúcar, iniciada oficialmente em 1º de abril, já completou seis meses. Este também é o tempo em que o Brasil está vivendo um cenário completamente atípico: a pandemia de coronavírus e suas consequências para a população e para a economia.

O andamento da temporada e a pandemia estão intimamente ligados. Inicialmente, houve especulações sobre um possível atraso do início da safra devido à redução da mão de obra, causada pelas recomendações de isolamento. Mesmo que isso não tenha ocorrido, a menor circulação de pessoas teve grande influência no mercado de combustíveis e, consequentemente, na produção das sucroenergéticas.

Desde março, analistas do setor já apontam para um mix de produção mais focado no açúcar em 2020/21. Da pandemia de coronavírus à guerra do petróleo entre a Arábia Saudita e a Rússia, o etanol se desfavoreceu, o consumo caiu e os retornos para as usinas, também. A fixação de açúcar para exportação, ainda mais considerando o esperado déficit da commodity a nível mundial, significou um alento para o setor, que, em geral, pode facilmente oscilar entre os dois produtos derivados da cana-de-açúcar.

Em seis meses de safra, essas primeiras estimativas sobre o mix se reforçaram. No último levantamento do novaCana, realizado em maio com 18 empresas e companhias especializadas, a expectativa média era de que 44,99% da matéria-prima seria destinada ao açúcar – o que representava um crescimento de mais de 10 pontos percentuais em relação aos 34,3% de 2019/20, conforme números da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica).

Já neste levantamento, encerrado em 18 de setembro, 16 empresas acreditam que o mix médio ficará em 46,4% para o açúcar, um crescimento de 1,4 ponto percentual em relação a maio e de 12,1 pontos na comparação com 2019/20.

Ao mesmo tempo em que este cenário apenas se reforçou ao longo de um semestre de safra, o mesmo não aconteceu com as projeções para a moagem. Em maio, a expectativa média dos analistas do setor era que a temporada finalizaria com 597,55 milhões de toneladas moídas, um aumento de 1,22% em relação às 590,36 milhões de toneladas finais de 2019/20.

Agora, as empresas consultadas pelo novaCana estimam uma moagem média de 591,84 milhões de toneladas até o final da safra, um aumento de apenas 0,25% em relação a 2019/20 e uma queda de 0,95% em relação ao levantamento anterior. E o motivo é justamente um fator que era considerado positivo no início do ano: o clima.

Confira, na versão completa (restrita para assinantes), os comentários das consultorias sobre suas reduções para a safra 2020/21 e as previsões detalhadas para:

- Moagem de cana-de-açúcar
- Mix de produção
- Produção de açúcar
- Etanol de cana e de milho
- Evolução do ATR
- Palpites para a safra 2021/22


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