Os analistas do mercado sabem muito bem que uma safra não é igual à outra, nem nunca será. Porém, nesta temporada, as usinas estão tendo que lidar com uma dinâmica ainda mais intensa.
O excesso de açúcar no mercado derrubou seus preços e a perspectiva é que eles sigam deprimidos por um bom tempo. Isso, junto ao valor elevado do petróleo e da gasolina, gerou uma pressão forte para as usinas alterarem o mix para o etanol.
O resultado são estoques recordes do renovável, já que o consumo demorou para se aquecer, mesmo que as usinas tenham reduzido o preço do biocombustível para um nível histórico em relação à gasolina. O incremento no consumo parece evitar, por ora, novas quedas de preço do etanol.
As usinas ainda precisam lidar com a variação do câmbio – e com o real desvalorizado como consequência da aproximação da eleição presidencial brasileira –, o que influencia nos valores tanto do açúcar quanto dos combustíveis. Assim, o mercado sucroenergético e as estratégias das usinas precisam se ajustar.
Considerando o cenário atual – e que a safra 2018/19 do Centro-Sul já se aproxima da metade –, o novaCana atualizou seu levantamento com consultorias e empresas especializadas no setor sucroenergético, confirmando o que vem pela frente para que as usinas possam aproveitar melhor os próximos meses.
Com as variações observadas e o período de seca visto neste ano, o setor precisa entender o que é esperado até o final da temporada para, assim, definir qual é o melhor caminho para cada companhia. Ainda mais em um cenário de mix pouco açucareiro e de uma estiagem que fará as operações da safra terminarem antes do previsto.
O levantamento do novaCana reuniu projeções para moagem, quantidade total de ATR, qualidade da cana, mix de produção das usinas e produção de açúcar e etanol. Ao todo, são apresentados 10 gráficos e tabelas comparativas.
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