Cana: Meio ambiente

Em projeção para 2050, governo apresenta desafios e potencialidades da bioenergia

Ampliação do mercado externo de biocombustíveis, maior diversificação de biomassas e de atores nas políticas públicas para os transportes são alguns dos aspectos levantados


novaCana.com - 24 set 2020 - 08:53

Ainda que o Brasil seja destaque quando o assunto é energias renováveis e bioenergia, há muito a avançar. No setor elétrico, a participação da biomassa – que inclui cana-de-açúcar, lenha, lixívia e outras fontes primárias – atingiu 8,5% em 2019. Já no setor de transportes, os biocombustíveis têm uma participação pouco superior a 23%.

O Plano Nacional de Energia 2050 (PNE 2050) é justamente um conjunto de estudos que dá suporte para as estratégias de longo prazo do governo em relação à expansão do setor de energia. Com projeções para daqui a 30 anos, ele inclui a bioenergia – ou seja, toda geração obtida por meio de biomassa – entre as 13 principais fontes e tecnologias analisadas.

Além de trazer as potencialidades existentes nesta área, o plano também apresentou quatro principais desafios e possíveis recomendações para fomentar a bioenergia na matriz energética. Apesar do termo englobar diversas matérias-primas, a cana-de-açúcar é a principal delas.

Como fonte energética, o bagaço é aproveitado diretamente na produção de eletricidade, enquanto os açúcares da cana são convertidos em etanol. Além disso, resíduos como palhas e pontas, vinhaça e torta de filtro também podem ser usados para gerar energia.

Desafios e recomendações

  1. Concentração do mercado mundial
  2. Novas biomassas e novos biocombustíveis
  3. Diversidade de qualidade e assimetria de informação
  4. Políticas públicas para o setor de transportes

Potencialidades

  1. Relação entre térmicas a biomassa e hidrelétricas
  2. Complemento com cavaco de madeira
  3. Biotecnologia e E2G
  4. Expansão da biomassa no setor elétrico
  5. RenovaBio e a biomassa no transporte

O documento foi elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) a partir de diretrizes do Ministério de Minas e Energia (MME) e entrou em consulta pública em 13 de julho deste ano. Os comentários podem ser enviados até 13 de outubro.

Confira, na versão completa, detalhes de cada recomendação e outras perspectivas governamentais para os caminhos da biomassa, que influenciam diretamente o setor sucroenergético.


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