A temporada global de produção de açúcar 2021/22 só termina em setembro, mas, quando o assunto é planejamento, os olhos já se voltam para o próximo ciclo. As análises para 2022/23 concordam com boas produções nos principais produtores da commodity, mas ainda divergem entre um déficit ou superávit global. Em um novo levantamento, o NovaCana apresenta números e argumentos para compreender o cenário.

NovaCana 30 jun 2022 - 08:58

A média das estimativas de 15 consultorias questionadas pelo NovaCana é de que um superávit de 1,35 milhão de toneladas marcará a temporada global de açúcar 2022/23. Os valores oscilam entre um déficit de 3,69 milhões de toneladas estimado pelo Bureau Australiano de Ciências e Economia Agrícola e de Recursos (Abares) e 4,1 milhões de toneladas superavitárias, previstas pela StoneX.

A visão da StoneX é sustentada pelas produções de Índia, Brasil, Tailândia e Paquistão em detrimento de quedas em outras nações das Américas e Europa. “Os custos relacionados à produção, em especial aqueles com insumos agrícolas, devem continuar como ponto de atenção em diversas localidades”, acrescenta a consultoria em relatório lançado em maio. Se concretizado, este será o maior superávit global desde o ciclo 2017/18. Porém, o número é um ponto fora da curva em comparação com outras empresas.

Ainda no lado das consultorias que estimam superávit para o próximo ciclo, a que vê o menor deles é a Green Pool, com 1,4 milhão de toneladas. O número apresenta uma inversão das expectativas anteriores da empresa, que eram de déficit. A mudança se deu por conta de visões de produções significativamente maiores do que o previsto no sul da Ásia (Índia e Paquistão), conforme release divulgado pela entidade no final de abril.

Expectativa semelhante tem a Tropical Research Services (TRS), com um superávit de 1,46 milhão de toneladas. De acordo com o relatório divulgado em junho, este é um excedente “gerenciável” e que deve causar pouco impacto no índice de estoque-uso mundial.

Já a MB Agro visualiza a produção acima do consumo em 2,6 milhões de toneladas. A entidade espera aumento na oferta de açúcar vinda do Centro-Sul brasileiro, já considerando o calendário de outubro a setembro, além de uma recuperação tailandesa e de um crescimento indiano – ainda que limitado pelo mandato de etanol.

A International Sugar Organization (ISO), em suas visões preliminares, estima uma produção acima da demanda semelhante, de 2,77 milhões de toneladas.

Dentre as quatro empresas consultadas que visualizam um ciclo deficitário está a Czarnikow, que espera um saldo negativo, de 1,4 milhão de toneladas para o próximo ciclo global, de acordo com relatório lançado em junho. A consultoria reduziu a estimativa de produção global devido às chuvas no Brasil, que afetaram os rendimentos dos canaviais, ao aumento de consumo em alguns países e às perspectivas negativas para a safra cubana.

Além dela, o BTG Pactual vê a produção abaixo do consumo em 2,2 milhões de toneladas. Em relatório lançado em abril, o banco comentou que, mesmo com o aumento da produção brasileira, a temporada seria deficitária devido à maior demanda.

Na reportagem completa e restrita aos assinantes do NovaCana, confira gráficos comparativos das projeções, evolução das médias, expectativas de preços e análises do mercado global de açúcar com dados e análises das seguintes empresas:

  • Abares
  • BP Bunge
  • BTG Pactual
  • Czarnikow
  • Datagro
  • Green Pool
  • ISO
  • Itaú BBA
  • MB Agro
  • Pecege
  • Platts
  • Rabobank
  • StoneX
  • TRS
  • USDA


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