A Zilor informou em fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), no último dia 3, que fechou um a assinatura de “documentos vinculantes” para a venda do controle da Biorigin, seu negócio de leveduras, para a empresa francesa Lesaffre.
A operação envolve apenas a planta de Quatá (SP), a ser segregada em uma nova empresa, e a transferência de 70% das ações do negócio para a Lesaffre por R$ 665 milhões. O fechamento da operação está sujeito ao cumprimento de condições prévias, como a aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
A marca Biorigin será mantida para a produção, comercialização e venda dos produtos.
Segundo o fato relevante, as unidades em Lençóis Paulista (SP) e Macatuba (SP) e os produtos fabricados a partir da fermentação alcoólica e fermentação de cerveja dessas localidades continuarão a ser produzidos e vendidos pela Zilor.
O documento ainda acrescenta que o acordo está sujeito ao “cumprimento das condições habituais para tais transações, dentre eles a aprovação de credores e outras aprovações legais e regulatórias, incluindo o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), e deve ser concluída nos próximos meses”.
Até finalizado o acordo, Biorigin e Lesaffre permanecerão totalmente independentes, mantendo seus negócios normalmente.
Para o CEO da Zilor, Fabiano Zillo, a parceria será “uma grande oportunidade para contribuir para o desenvolvimento sustentável e melhorar o fornecimento de derivados de levedura para o mercado de alimentação humana e nutrição animal”.
Já o CEO da Lesaffre, Brice-Audren Riché, expressa que a aquisição da participação majoritária da Biorigin representa “um novo e empolgante capítulo para a Lesaffre. Ela oferecerá oportunidades de desenvolvimento para atender às crescentes necessidades das indústrias de alimentos e nutrição humana, já que a sociedade atualmente demanda por ingredientes que melhoram o sabor dos alimentos”.
Com reportagem adicional NovaCana