Com três usinas em operação, a companhia está tendo um ano turbulento. Em julho, escapou de uma possível recuperação judicial ao renegociar parte de suas dívidas e em seguida registrou mais um prejuízo. Para ajudar o processo de estabilização, a sucroenergética convocou um novo executivo
Com três usinas em operação, a Tonon Bioenergia está tendo um ano turbulento. Em julho, a empresa escapou de uma possível recuperação judicial ao renegociar o custo de parte de suas dívidas e finalizar uma captação de US$ 70 milhões, além disso, no primeiro trimestre desta safra registrou mais um prejuízo, de R$ 24,9 milhões. Para ajudar o processo de estabilização, a sucroenergética convocou um novo diretor financeiro.
Com três usinas em operação, a Tonon Bioenergia está tendo um ano turbulento. Em julho, a escapou de uma possível recuperação judicial ao renegociar o custo de parte de suas dívidas e finalizar uma captação de US$ 70 milhões, além disso, no primeiro trimestre desta safra registrou mais um prejuízo, de R$ 24,9 milhões. Para ajudar o processo de estabilização, a sucroenergética convocou um novo executivo, destacado dos quadros do grupo, onde ocupava uma função operacional.
Gerson Ferreira, que até então atuava como supervisor de sistema de corte, carregamento e transporte (CCT), foi escolhido para a posição de diretor financeiro da Tonon. A princípio, ele exercerá o cargo durante o mandato de um ano. Ferreira substitui Vitor Antonio Picini que desde janeiro de 2013 ocupava a posição, de acordo com o site da companhia. Picini possui mais de 10 anos de experiência no setor açucareiro e que já trabalhou para as empresas Louis Dreyfus, EBBA (Maguary/Dafruta) e Infinity Bio-Energy.
A eleição de Gerson Ferreira foi realizada em 1º de setembro e a ata da assembleia publicada no Diário Oficial de São Paulo, nesta segunda-feira (16). Na mesma data em que se tornou executivo da Tonon, Ferreira passou a integrar também o Conselho de Administração.
O novo diretor financeiro terá trabalho intenso pela frente. Com a reestruturação da dívida, a companhia conseguiu uma elevação de seu rating, atribuído pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P), indo de ‘SD’ para ‘CCC-'mas, ainda há muitos desafios a serem superados.
A Tonon, até o momento, não divulgou o resultado financeiro do segundo trimestre da safra 2015/16, relativo ao período de julho a setembro. As perspectivas não são das mais animadoras. Segundo o relatório mais recente da S&P, a empresa ainda está vulnerável e depende de condições de negócios financeiras e econômicas favoráveis para honrar seus compromissos.
Renata Bossle – NovaCana