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Vietnã, Nova Zelândia e Turquia são principais compradores de DDG brasileiro

Unem e Lapevi Agro destacam a relevância e os desafios do produto de nutrição animal na cadeia de etanol de milho brasileira


NovaCana - Publicado: 02 Out 2024 - 11:09
Vietnã, Nova Zelândia e Turquia são principais compradores de DDG brasileiro

Andrea Veríssimo, da Unem, durante palestra no Teco Latin America

Segundo a diretora de relações internacionais e comunicação da União Nacional do Etanol de Milho (Unem), Andrea Veríssimo, as exportações de grão secos de destilaria (DDGs) estão crescendo rapidamente. Em 2023, os envios movimentaram US$ 180 milhões e, no primeiro semestre de 2024, o valor foi de US$ 121 milhões. O valor chama ainda mais atenção ante o volume financeiro de US$ 91 milhões visto em 2022.

Ainda de acordo com Veríssimo, a tendência é que as receitas de 2024 ultrapassem as do ano passado. Quanto ao volume, ele passou de 278 mil toneladas em 2022 para 608 mil toneladas em 2023. No acumulado de janeiro a junho de 2024, a quantia já é de 496 mil toneladas.

Por sua vez, os principais países compradores são Vietnã, Nova Zelândia, Turquia, Espanha e Indonésia, nesta ordem. “Acessar o mercado externo também ajuda no equilíbrio do mercado interno”, destaca a diretora.

Os números foram apresentados na décima edição do Teco Latin America, evento voltado exclusivamente para a cadeia produtiva de etanol de cereais, em painel sobre coprodutos e rentabilidade ocorrido nesta quarta-feira, 2, em São Paulo (SP).

No caso do etanol de milho, um estudo feito em parceria pela Unem e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) mostra que o foco está em Reino Unido, Espanha, China, Turquia, Japão, Vietnã, Indonésia, Tailândia e Nova Zelândia. “Com isso, definimos quem convidamos para eventos e onde eles devem ocorrer”, detalha a diretora da Unem.

“O DDG é um produto muito rico em energia e proteína. Com ele, é possível produzir mais em menos tempo; os animais consomem menos água e espaço, reduzindo as emissões e aumentando a produção por área, que pode passar a ser destinada à lavoura”, Andrea Veríssimo (Unem)

O sócio-diretor da Lapevi Agro, Angelo Pedrosa, acrescenta que o Brasil sempre teve condição de produzir muita ração. “Temos um mercado de ruminantes que é o maior mercado para DDGs, mas ainda não temos estrutura de porto e temos concentração produtiva em quatro a cinco meses”, aponta.

Ele considera que o DDG mais rentável será o vendido para produtores próximos à usina. Depois disso, é preciso pensar em padronização e melhorias logísticas.

Pedrosa ainda completa que, para garantir liquidez, é preciso fazer mais investimentos em infraestrutura de confinamento e desenvolvimento logístico de armazenagem do produto para o verão, citando ainda necessidade de aumento do nível de tecnologia pecuária de leite e corte, além de desenvolvimento para exportação de DDGs.

Por enquanto, o preço dos DDGs é considerado “muito bom”, atingindo 230% do preço do milho, conforme o coordenador de engenharia de projetos para a América Latina da FluidQuip, Marc Byrne. Ele completa que a empresa considera o futuro do etanol de milho “brilhante” e que as usinas de cana precisarão se adaptar para sobreviverem.

Segundo análises da empresa, existe uma vantagem de em torno de R$ 0,25 para as plantas que unem milho e cana ante as usinas que produzem apenas etanol de milho. O motivo para isso está na economia proporcionada pela biomassa para geração de energia, que se torna disponível com a inclusão da cana-de-açúcar no processo.

Gabrielle Rumor Koster – NovaCana
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