Etanol: Meio ambiente

Etanol: Meio ambiente

Vibra e Svitzer iniciam projeto piloto de biodiesel no setor marítimo brasileiro

As empresas começaram uma operação que utiliza 20% de biodiesel no transporte de rebocadores no porto de Santos (SP)


Exame - Publicado: 06 Mar 2025 - 12:16

Uma parceria entre a distribuidora de combustíveis Vibra e a Svitzer, companhia mundial de serviços de rebocadores, caminha rumo à descarbonização do setor marítimo. Após mais de dois anos de estudos, as empresas começaram em fevereiro deste ano a operação do primeiro projeto piloto no Brasil que utiliza 20% de biodiesel para o transporte de rebocadores, no porto de Santos (SP).

Atualmente, o setor marítimo é responsável por uma parcela significativa de emissões de gases estufa, especialmente pelo uso excessivo de combustíveis fósseis para mover embarcações a longas distâncias.

Para tocar o projeto, a Vibra recebeu autorização especial da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para comercializar diesel marítimo com até 30% de biodiesel. Ela também recebeu uma certificação que assegura se o diesel utilizado atende aos padrões ambientais exigidos na União Europeia.

O vice-presidente executivo de comercial B2B e aviação da Vibra, Juliano Prado, disse que a inovação e a sustentabilidade são pilares fundamentais para o futuro da energia. “Esta parceria com a Svitzer representa um marco importante para o setor marítimo e para a cadeia logística brasileira”, afirmou.

De acordo com o presidente da Svitzer no Brasil, Daniel Cohen, a companhia já possui metas de reduzir em 50% a intensidade de CO2 de sua frota internacional até 2030 e planeja aumentar a utilização de biodiesel até atingir 30% da mistura nos rebocadores. “Este é um passo decisivo para a descarbonização e um avanço o significativo para oferecer soluções sustentáveis aos nossos clientes”, destacou.

O projeto piloto faz parte de uma série de iniciativas que buscam liderar o setor marítimo para um futuro mais sustentável. A Svitzer já implementou soluções de eletrificação em Paranaguá (PR) e Salvador (BA). Além disso, outros portos, como Suape, também possuem iniciativas similares.

A empresa ainda adota o uso de biocombustíveis em mercados como o Reino Unido e a Dinamarca, com o uso de óleo vegetal hidrogenado, e a tendência é que essa prática se expanda para outras regiões nos próximos anos.

Embora o uso de biocombustíveis no setor ainda esteja em fase inicial no Brasil, as companhias ressaltam que é um convite para que toda cadeia portuária se una aos esforços de descarbonização.

A Vibra fornecerá à Svitzer misturas com diferentes teores de biodiesel, começando com baixos percentuais e aumentando gradualmente, à medida que o projeto avança. A meta é chegar até 30% do uso do combustível menos poluente.

Sofia Schuck