Os dados de distribuição de combustíveis de julho, divulgados pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), apontam que a Vibra Energia foi a que mais se destacou entre as três grandes operadoras do setor – que tem Raízen, por meio da Shell, e Ultrapar, através da Ipiranga.
No mês passado, a Vibra ganhou 0,81 ponto percentual de mercado de distribuição de combustíveis, impulsionada pelos aumentos nos segmentos etanol (+0,22 p.p.) e diesel (+1,23 p.p.), especialmente no diesel B2B (+2,1 p.p.).
O Bradesco BBI aponta que é o segundo mês consecutivo de recuperação de participação da Vibra, desta vez com um desempenho muito forte no diesel B2B. Também se trata do terceiro mês consecutivo de ganhos de participação no etanol.
No entanto, a questão é quando a empresa voltará a aumentar as margens comerciais para manter sua participação de mercado, indagam os analistas.
O BBI lembra que a Vibra inicia o terceiro trimestre do ano com uma projeção de margem de R$ 170/m³ e uma mensagem positiva sobre os ventos favoráveis das ações, apoiada pelos créditos de descarbonização (CBios) e pela solidariedade fiscal em São Paulo (programa para coibir fraude no pagamento de impostos).
No segundo trimestre deste ano, a margem Ebitda da distribuição de combustíveis da Vibra ficou em R$ 113/m³, cerca de 5% inferior ao consenso de mercado por conta de concorrência e preços inferiores de produtos. Mas a empresa está otimista com a recuperação no mercado.
Em julho, a Vibra teve forte baixa nas ações por conta de rumores de que a Petrobras planeja voltar ao segmento de distribuição de combustível.
A Vibra é a ex-BR Distribuidora, privatizada em 2021 e que pertencia à própria Petrobras. Há receio de que a estatal reestabeleça negócios na área do varejo para controlar os preços dos combustíveis.
Augusto Diniz