
Em janeiro deste ano, 23 isotanques (contêineres tanque) com cerca de 550 mil litros de SAF, partiram do porto de Antuérpia, na Bélgica, com destino ao Rio de Janeiro
A distribuidora Vibra anunciou nesta terça-feira, 25, a primeira comercialização de combustível de aviação sustentável (SAF) no país. Segundo a companhia, o biocombustível é importado e já está disponível na base localizada no aeroporto Tom Jobim (GIG), no Rio de Janeiro.
A empresa recentemente recebeu a certificação ISCC (International Sustainability & Carbon Certification), que garante o rastreio da sustentabilidade de toda a cadeia de fornecimento do produto, da matéria-prima até a distribuição via base do aeroporto Tom Jobim (Base do Galeão), por meio da BR Aviation, unidade de negócios da Vibra para serviços de abastecimento de aeronaves.
Com essa iniciativa, a Vibra relata que não apenas se torna a primeira empresa a importar o SAF em escala comercial, mas também como a pioneira a disponibilizar o produto para comercialização no mercado nacional. Por meio da BR Aviation, a Vibra afirma que possui conversas avançadas com diferentes companhias da aviação comercial e executiva para fornecimento.
“Ser a primeira empresa a trazer o SAF em escala comercial para o Brasil e disponibilizar esse produto para nossos clientes no mercado nacional nos enche de orgulho e reforça nosso compromisso com a descarbonização”, afirma o vice-presidente executivo de operações da Vibra, Marcelo Bragança.
Ele complementa: “Continuaremos empenhando nossos esforços para tornar a matriz energética brasileira cada vez mais forte e competitiva, atendendo nossos clientes com o combustível que eles necessitarem”.
Conforme a Vibra, o SAF é produzido a partir de fontes renováveis e reduz cerca de 80% as emissões de gases de efeito estufa em comparação ao combustível de aviação convencional, contribuindo para a construção de um futuro mais limpo e sustentável. O produto disponibilizado pela Vibra foi produzido a partir de óleo de cozinha usado, uma das matérias-primas de menor intensidade de carbono, já que se trata de um resíduo.
Segundo a companhia, todo o processo – desde a busca pelo fornecedor, importação, certificações, até a mistura do SAF com o combustível de aviação de origem fóssil na base da Vibra no Galeão – durou dez meses de planejamento e execução. O processo foi iniciado logo após a operacionalização do primeiro “book & claim” da América Latina, também viabilizado pela Vibra, em parceria com a Gol, em junho de 2024.
“A Vibra se consolida como pioneira ao trazer o SAF para o Brasil, um produto que representa o futuro do combustível para aviação e está alinhado com a necessidade de descarbonização do setor aéreo”, afirma Bragança, que segue: “Com 60% de market share no mercado de aviação, lideramos não apenas na comercialização de combustíveis, mas também na oferta de soluções, em inovação e sustentabilidade”.
A mistura do SAF ao combustível de aviação convencional será inicialmente na proporção de 10% de SAF e 90% de combustível fóssil, contribuindo para a redução das emissões de carbono nos voos abastecidos pela Vibra com esse combustível. A expectativa da companhia é que, posteriormente, percentuais maiores possam ser adicionados ao combustível de aviação convencional, até o limite de 50%, conforme atualmente permitido pelas normas internacionais.
“Como líderes, estamos preparados para ampliar a oferta de SAF no mercado brasileiro, utilizando nossa infraestrutura em mais de 90 aeroportos e nossa expertise para entregar soluções seguras e competitivas”, afirma o executivo.
A Vibra, com sua plataforma multienergia, relata que tem investido significativamente em energias renováveis, direcionando mais de R$ 7 bilhões para esse segmento. A aquisição da Comerc, especializada em soluções integradas de energia para a descarbonização, seria um exemplo desse posicionamento.