As perspectivas climáticas da Argentina representam um “grande desafio” para a produção de milho, com chuvas abaixo do normal devido ao padrão climático La Niña esperado durante o verão da região, disse a bolsa de grãos de Buenos Aires.
A Argentina é o segundo maior exportador de milho e os agricultores estão atualmente semeando o cereal para a temporada de 2021/22.
“Estamos enfrentando um cenário climático que apresenta grandes desafios à produção”, disse a bolsa em seu relatório climático mensal publicado na noite de segunda-feira, 13, acrescentando que “o retorno das chuvas pode ser adiado até meados de março”.
“Um dos efeitos mais prejudiciais causados pelo ‘La Niña’ na região de Pampeana [a área agrícola central] e áreas adjacentes é a expansão da seca sazonal, que normalmente ocorre em janeiro”, disse.
A bolsa de Buenos Aires espera uma colheita recorde de milho de 57 milhões de toneladas. Além disso, o plantio do grão está 39,5% concluído.
Embora o La Niña cause seca nas regiões centrais da Argentina, também aumenta o nível de chuvas nas províncias do norte, ampliando o risco de tempestades extremas e inundações nos próximos meses.
Isso também poderia impulsionar as chuvas no sul do Brasil, reabastecendo o rio Paraná, uma importante hidrovia de grãos que transporta cerca de 80% das exportações agrícolas da Argentina para o mar. No início deste ano, o rio atingiu o menor nível em 77 anos devido a uma seca histórica, dificultando o transporte.
Maximilian Heath