As vendas de gasolina C, misturada com etanol anidro, totalizaram 3,85 bilhões de litros em maio, alta de 1,2% na comparação anual, informou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta terça-feira, 30.
Em relatório, a StoneX afirma que tem visto um forte desempenho da gasolina no ano em relação a 2025, revisando para cima sua projeção para a demanda de combustíveis do ciclo Otto.
A analista de inteligência de mercado da consultoria, Letícia Corrêa, notou ainda uma queda nas vendas de gasolina nos últimos meses, em relação ao pico do ano – de mais de 4 bilhões de litros – em março.
Segundo ela, isso se deve ao encarecimento do combustível associado à escalada dos conflitos no Oriente Médio no período e a um ganho de participação do etanol hidratado.
A comercialização de etanol hidratado, concorrente direto da gasolina nas bombas, somou 1,8 bilhão de litros no mês, avanço de 1,2% frente a maio do ano passado.
Por sua vez, as vendas de diesel B pelas distribuidoras no Brasil, já com mistura de biodiesel, somaram 5,67 bilhões de litros em maio, queda de 3,1% ante o mesmo mês do ano anterior.
O resultado refletiu uma menor demanda por diesel em maio, após uma antecipação das vendas em março, o que afetou o volume vendido nos meses seguintes, segundo o analista de inteligência de mercado da StoneX, Bruno Cordeiro.
“Paralelo a isso, o fim do período da colheita do milho verão e da soja também contribuíram para uma busca menor pelo derivado fóssil”, afirmou Cordeiro.
No acumulado do ano até maio, as vendas de diesel B às distribuidoras somaram 28,16 bilhões de litros, alta de 1,7% na comparação com o mesmo período de 2025, com a demanda da safra de soja e milho verão e um aumento das exportações pela indústria de transformação e extrativa.
“Os bons resultados desses setores influenciaram em um crescimento da demanda por fretes, afetando diretamente a demanda pelo combustível em diversas regiões do Brasil, com foco no Centro-Sul do país”, disse Cordeiro.
Marta Nogueira