A comercialização interna de açúcar tende a continuar mais lucrativa do que a externa nos próximos meses. De acordo com a analista de mercado Maria Cristina Afonso, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), o motivo é a perspectiva de excedente de produção global este ano, o que manteria em queda as cotações internacionais da commodity. Maria Cristina falou a jornalistas nos bastidores do Ethanol Summit 2015, em São Paulo.
Os cálculos do Cepea levam em conta a saca do açúcar cristal no spot paulista, que desde setembro do ano passado tem remunerado mais o produtor do que a exportação. Pelas projeções da Organização Internacional do Açúcar (OIA), o ciclo global 2014/15, que se encerra em 30 de setembro, deverá registrar superávit de 2,2 milhões de toneladas de açúcar, o quinto recorde consecutivo.