Desde sua autorização por meio de medida provisória, em agosto de 2021, a venda direta de etanol tem se tornado um assunto recorrente no setor sucroenergético, principalmente devido às incertezas que a rodeiam.
Atualmente, este processo de venda possui baixa representatividade no mercado, como demonstrou o levantamento feito pelo consultor Dietmar Schupp com base nos dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP). De acordo com ele, a comercialização direta representou 0,14% das vendas de etanol em novembro e 0,21% em dezembro.
Porém, os dados se referem a um período anterior a mais nova medida provisória que rodeia o tema. Em fevereiro deste ano, o presidente Jair Bolsonaro (PL) editou um novo texto em que procura resolver as questões tributárias ainda pendentes, de modo a incluir cooperativas na venda direta.
Para sanar algumas dúvidas sobre o tema, o NovaCana entrevistou o presidente executivo da Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio), Renato Cunha, um dos principais defensores deste tipo de comercialização. Ele respondeu dez perguntas sobre o contexto atual e as perspectivas para esta modalidade de vendas, inclusive trazendo suas visões e rebatendo os argumentos contrários à venda direta.
A entrevista – publicada originalmente na newsletter NC+, exclusiva para assinantes do portal – está disponível a seguir (faça login para acessar).
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