De acordo com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o setor sucroenergético é o atual líder na geração de prejuízos dentro da carteira da instituição. Entre 2006 e 2016, as companhias de açúcar e etanol teriam sido responsáveis por um rombo de R$ 568,5 milhões. O resultado negativo não é exatamente uma surpresa, uma vez que o período engloba tanto um surto de investimentos no setor quanto uma das maiores crises já vistas pelos empresários sucroenergéticos.
O reflexo disso está vindo de forma drástica, com os recursos do banco para o setor caindo com força nos últimos dois anos. Em 2016, o BNDES apresentou sua relação de financiamentos aprovados por meio de operações não automáticas com a devida ausência de investimentos nas áreas de etanol de segunda geração, estocagem, implantação de novas unidades, inovação agrícola ou logística. Entre janeiro e dezembro do ano passado, o banco aprovou empréstimos no valor de R$ 396,31 milhões para o setor sucroenergético envolvendo apenas projetos de cogeração e de renovação dos canaviais.
Esse montante é o menor valor anual registrado desde 2004 e representa a segunda queda consecutiva nas aprovações do banco para o segmento.
Veja a seguir, em gráficos exclusivos:
- Evolução dos contratos aprovados pelo BNDES para o setor sucroenergético (total e por finalidade)
- Relação das companhias que emprestaram dinheiro com o banco em 2016
- Detalhamento dos financiamentos destinados a cogeração: valores, taxas de juros, período de carência e prazo de amortização
- Detalhamento dos financiamentos feitos dentro do ProRenova: valor total, área financiada e valor médio por hectare
- Bancos intermediários das operações do ProRenova: valores e taxas de juros
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